Cálice
Deixe-me amar
Embebi-me em teu cálice de vinho sedutor
Me deixe colher das pétalas que lhe compõe uma flor
Não me abandone nesta ponte da ilusão
Atravessaria até o infinito só pra te encontrar
Depois me perderia, bem fundo no seu coração
Entorpece-me em teu perfume de mulher virgem
Me deixe provar deste fruto que me dá prazer
Pois um verdadeiro homem sabe da sua origem
A minha eu sei, é sempre gostar de amar você.
Feliz da mulher que sabe viver com o cálice do amor!
Feliz do homem que a consegue entender em meias palavras...
Felizes vivendo com encanto e ternura o amor rendido!
Imagine-me desnudo
De alma, de corpo
Vulnerável
A você entrego-me!
O cálice derramou
Manchou-me de vermelho vinho
Não há mais volta
Penetrou meus poros
Sinto correndo em minhas veias
Salva-me!
Corra até aqui
Oh meu amor
Encoste sua cabeça em meu peito
Sinta as batidas do meu coração
Meu hálito quente no seu ouvido
Ah, como eu te amo!
Meus dedos passeando pelos seus cabelos
Acaricio seu rosto admirado
Oh que anjo
Oh que anjo
Me enlaçou, criou raízes
Estão por todo lado
Deixe-me te regar
Não bebais do cálice da cólera, para que
não vos se envenene, e se contamine de
ódio e de amargura a vossa alma.
Jesus não tomou somente de um gole do cálice, Ele também não o tomou de gole em gole. Mas, Ele o tomou todo, de uma só vez!
Cálice
Hei -me aqui na penumbra da noite.
Nem sei que hora bate no relógio, se
Uma, duas, quatro ou três da madrugada.
Hei-me nesse canto, aqui, acolá
Me pondo da sala pro quarto a andar.
Do livro que tenho, de algumas linhas
Não pude passar.
Sento agora no velho sofá,
Cor de sangue, como as lágrimas que,
De quando em vez, não consigo segurar.
Já me arrasto de lá para cá, na lembrança
Da moça que sem pensar, pus-me a matar.
Bebi do cálice, das incertezas
E, ao mal dei lugar, delirei, a matei sem dó.
Não ouvi o seu chorar doído, como criança a clamar.
Sim, bebi do cálice maldito e comi da sopa do inimigo
Servida num prato de nó.
Fiquei gorda, empanturrada de insanas besteiras.
Fui um tolo, sem paz, um péssimo jogador.
Acreditei piamente que me traía, aquele amor.
Não vi a razão, encontrei na loucura,
Um lugar sem fronteira.
Ahh.. Como pude não ouvir aquele choro,
Como pude não pegar em sua mão,
Não olhar nos olhos dela,
Não cumprir o prometido?
Como pude dar lugar, ao medo, a ilusão?
Se era eu o homem em nossa cama,
Como poderia ela me afrontar, se
Tudo o que meus olhos pediam,
Era dela concordar.
Ainda vejo, aqui a mão sua, o seu esforço.
Na mesa do canto, no som da música a voar.
Nas marcas entranhadas no colchão, na pele,
Na alma, a sua ausência, lamentar, nas noites
De luar, quando a moça, corria para a janela
E ponhava a me chamar.
Olha a lua, é cheia, amor.. Que linda que está!
Não existe lua mais bonita que aquelas
Que ao seu lado pude apreciar.
Nem essa que a saudade, vem mostrar.
Se não me rasgasse inteira, o silêncio
Quando encontro seu olhar, algo divino, com ela teria pela vida toda, não posso negar!
Nessas horas o silêncio vem espicular,
Um pouco daquele jeito de olhar.
Será que ainda é de ódio, escarnio,
O desprezo que sublinhei,ou de desespero
Porque a golpei?
Foi no mesmo golpe de incertezas que, provei,
Esse gesto que no fundo matutei.
Ó que atimia, caí sobre essa madrugada!
Que quase sempre segue, além da alvorada.
Na falta da namorada, da mulher,
Que vinha desconfiada,um riso de criança
Me tirava e em nossa cama me abraçava.
Bebi da maldita, me arrependo!
Entreguei seu corpo em sua porta,
No final, da tardinha que sumia.
E sob a lua que ainda lumia
Me apartei dela que ia...
Daqueles dias que eramos dois sóis,
Dado a minha covardia,
Não guardo nem fotografia
Ó.. Quando a encontrarei,
Quando serei de novo um rei,
Uma rainha?
Não sei que hora bate no relógio,
Se uma, duas, quatro ou três,
Se é noite, se é dia.
Invento risos para fugir da agonia.
Se é uma, duas, quatro ou três, não sei.
Cálice
Irás me ver cantar
Enquanto estiveres chegando
Até teu mau-humor calar-me
E toda cantoria fazer desabar
A sublime sensação de tocar os céus
Irás me ver calar
Enquanto roubas o verbo
Até não te restares mais saliva
E por quaisquer motivos tolos
Pairar a desconfiança no ar
Irás me ver chorar
Enquanto me tratas com indiferença
Até não me restar algum sentimento
E calarás meu soluço
Minhas ultimas lágrimas na cama
Irás me ver sorrir
Enquanto bebe todo o vinho
Até o veneno em ultimo gole
E após um grunhido, o silêncio
Restará apenas o seu cálice no chão.
Pq beber por elas se elas não bebem por nós!? A resposta está na extremidade do calice q nós tanto desejamos!
É delicioso, breve e suave. Prazeroso eu diria.. Como um cálice do vinho mais fino!
O saboroso gosto da justiça.
Sozinho, junto a mim simplesmente o viver da Luz inerente. Repouso então os meus lábios nesse cálice, embriago-me na solidão, sinto um vazio, mas não em mim, no cálice. Apresso-me, e busco na Luz o meu perdão.
DEUSA SEM ESPARTILHO
Estranho pensar em você
Deusa sem espartilho
Sem o cálice de vinho
Sem o olhar de mãe
A beira da minha cama.
Estranho beber de outra boca
Meditar em outra sombra
Deusa sem espartilho.
Passei a noite toda acordado
Enquanto você dormia
Ainda vestida.
Na rua soltavam bombas de gás
Que apenas enfeitiçava.
Foi com suas asas que decolei
Para o pesadelo...
Não entendia porque voava.
E voava sozinho
Depois de discutir sobre Deus
Na obra de Platão.
Não sei mais se Deus
É desejo ou vontade.
Me assusta minha tolerância
Sobre as coisas.
A certeza que tenho
Está velha e desgastada.
Se Deus não é desejo
Eu passo a temer
Minha vontade.
É estranho pensar em você
Deusa sem espartilho.
"O paladar, a sensação do amor
é como provar um cálice do melhor vinho
da melhor safra envelhecida
da melhor produção de um dedicado sommelier
no banquete do cortejar do prazer"
Ética é deliciar-se a brindar no cálice de uma vida digna. Fortalecer e confiar na mão e no pão. Ter postura mas nunca perder a graça.
O melhor calice para se degustar um bom rótulo são as partes isoladas do corpo da pessoa amada.
Tenho gostos singulares e você não os entenderia.
Excepcionalidade és o meu forte!
No cálice de meu ventre lhe sirvo o mais nobre e doce vinho de mosto de uva sã, fresca e madura à tremular seus sentidos!
Como eu quero um pouco mais desse teu cálice profano, como eu quero um pouco mais desse vicio que envenena a minha santidade oca.
"Você já reparou que quando seu cálice de felicidade está cheio;
Há sempre alguém que lhe dá um safanão no cotovelo?"
Eu sou...
O teu pecado
Refém do teu costume degenerado
Venerado cálice de veneno destilado
Apreciado como absinto que te inebria
Distinto vício que ao seu instinto
desatina
Intrínseco desejo libertino
no âmago impresso e reprimido
Sórdido delito de um "mito" sádico
Que desfruta o fruto proibido
O hábito de um ávido sátiro
Oculto um segredo conspícuo de uma efêmera e lisonjeira ilusão
Arraigada obsessão de
uma insensata fantasia abstrata
Incrustado sentimento vil e estéril
No seu insano íntimo
Pai... Afasta de mim esse cálice, Pai!
Afasta de mim esse cálice de fel disfarçado de mel.
Pai... Afasta de mim essa tentação,
Pois minha carne é fraca e sou bobo de coração.
Problema na prefeitura
Quem comer este pão ou beber deste cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. - 1 Coríntios 11:27
Destruidores que estavam se preparando para derrubar uma padaria queimada em Troy, Illinois, acidentalmente causaram uma grande impressão na Prefeitura, que ficava bem ao lado. Um guindaste de 65 toneladas recuou para o prédio do governo, criando um buraco na parede da frente. De acordo com um supervisor, o operador de guindaste "estava apenas sendo descuidado".
Este acidente me lembra o que aconteceu com a igreja no primeiro século de Corinto. Por estarem absortos e descuidados com o pão e o vinho da Mesa do Senhor, alguns membros da igreja apoiaram-se em grandes problemas. Seu fracasso em honrar a santidade da Comunhão desonrou a lembrança do sacrifício de Cristo. Muitos crentes pagaram por seu erro com uma perda de saúde ou mesmo vida (1 Coríntios 11:30).
Paulo exortou os coríntios a se julgarem para que não fossem julgados (vv. 28, 31). E ele assinalou que até mesmo o julgamento do Senhor era para o benefício deles (v.32).
A Mesa do Senhor continuará sendo uma oportunidade e um perigo até que Ele venha (v.26). Pela atitude de nossos corações, honraremos a Sua morte ou causaremos dano ao Seu nome.
Antes de celebrar a Ceia do Senhor, examine-se em espírito de oração. Então, com um coração de gratidão, concentre-se em Seu sacrifício por você.
Faço uma pausa e, com uma nova honestidade, confesso
os pecados que tento esconder, mas que Cristo pode ver;
E então, em santo silêncio, eu provo a refeição
E agradavelmente me lembro de Sua morte por mim. - Gustafson
Somente aqueles que levam o pecado a sério podem lembrar-se da cruz de Cristo com gratidão. Mart DeHaan