Calar
Os justos não podem se calar com o avanço do pecado e das injustiças. A relativização dos ensinamentos bíblicos em nome de um discurso politicamente correto tem levado a igreja a perder o seu real propósito na terra, que é denunciar o pecado e propagar o nome do Senhor Jesus.
1 João 3.4-6
Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei. Sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado. Todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu.
As vezes, aquele que muito permanece calado, sai prejudicado, pois, há tempo para calar e para falar.
Aos leitores amigos
Poetas não podem calar-se,
Querem às turbas mostrar-se.
Há de haver louvores, censuras!
Quem vai confessar-se em prosa?
Mas abrimo-nos sub rosa
No calmo bosque das musas.
Quanto errei, quanto vivi,
Quanto aspirei e sofri,
Só flores num ramo – aí estão;
E a velhice e a juventude,
E o erro e a virtude
Ficam bem numa canção.
Quem poderá domar os ventos?
Quem poderá calar a voz do sino triste?
Nem deuses...
Nem monstros...
Nem tiranos...
Que em cada hora se perde...
A esperança que amarga...
Do que foi dito pelo não dito...
Na voz dos aflitos...
O consolo dos desconsolados...
O cristal foi quebrado...
O tempo perdido...
A lágrima que rola...
Escondendo os gritos...
Outrora prometido...
O que hoje não tem mais sentido...
E no labirinto que se encontra...
Ainda sonha...
Desejando não estar perdido...
Mas os ratos devoram...
Até as hóstias sagradas...
Invadem casas...
Trazem dores e martírios...
A saída é a luta...
Mas com quem lutar?
A luz está difusa...
O fim será se entregar?
Será do látego o carinho que irá receber?
A fome...
A miséria...
A morte...
Mais sofrer...
O destino escolhido...
Pela indecisão...
Sandro Paschoal Nogueira
Se o cricrilar do grilo
começa a irritar,
não tem grilo não,
logo vamos faze-lo se calar...
O GRILO CRICILANTE
Marcial Salaverry
Como que vindo do nada
aparece o bicho-grilo
logo dando seu estrilo
Se percebe alguma briga,
ou qualquer intriga,
pois é realmente de paz e amor...
E quer viver mesmo um amor em paz,
e disso é bem capaz...
Com seu cricrilar gostoso
sabe ser um grilo bondoso e carinhoso...
Não vive grilado,
e jamais fica chateado,
sendo sempre bom companheiro...
Podem chegar sem grilo,
que não haverá novo estrilo...
E se alguma grila gostar do seu cricrilar,
sem grilo, pode se achegar....
Paz e Amor, Bicho...
Depois do Silêncio
Depois que a última nota calar,
Na quietude que fica no ar,
Há um espaço que se desdobra,
Um mundo inteiro a se revelar.
O silêncio é como um abraço,
Que envolve e acolhe, suave,
Depois do canto, do riso, do traço,
Um momento de paz se abre.
Depois do olhar que se perde,
Na imensidão de um horizonte,
Há uma promessa que cede,
A um sonho, a um novo monte.
Depois do amor, a saudade,
Um doce pesar no peito,
Recordações e vontades,
De um tempo que foi perfeito.
Depois da noite, a alvorada,
Depois da chuva, o verão,
E assim, a vida é moldada,
Entre o antes e o depois, a canção.
E no silêncio que se instala,
Depois que tudo se vai,
Há uma força que não cala,
Um renascer que nunca cai.
Manda-me calar minha boca!?
Manda-me ficar quieto!?
Manda-me manter a calma!?
Só não me peça para engolir a seco, aos meus desejos, quando tudo que mais desejo!?
São os teus beijos, sentir o doce-cítrico e vermelhos, sabor dos teus lábios.
Faço oque você quiser, só não consigo deixar de te amar, não consigo não te desejar..
Cale quando o ímpeto colocar palavras ligeiras em sua boca. Mas fácil é calar do que desfazer a ofensa.
Tenho vários momentos, momento de calar, de falar e de ouvir.
Quando eu optar pelo silêncio, pode ter certeza que milhões de vozes e coisas estão passando pela minha mente, e você não está preparado (a) para ouvir, então respeite o meu momento.
"Não peço perdão, não peço iluminação.. o que eu peço é paz em minha mente para calar esses pensamentos..
Estou cansado das torturas diárias, estou cansado da dor todos os dias.. estou cansado desta vida..."
As pessoas tentam nos calar, nos excluir, fazer-nos sentir mal, onde nos atacam por ser quem nos somos.
- Eduardo Marcelino Almeida / Além das Minhas Aparências
Quando as palavras não forem mais suficientes, tente se calar...
Quem sabe vão ouvir o barulho do seu silêncio...
Calar adoece, falar cura. Falar dos nossos sentimentos, principalmente do que nos incomodam é uma maneira de libertar a alma dos pesos que ela não precisa carregar. Falar é uma forma de esvaziar o pensamento e tirar do coração o desconforto que a dor, a angústia, a mágoa causam. Falar é nos libertarmos do desgaste emocional e físico que as dores represadas provocam. Falar nos torna mais serenos, mais alegres, faz a vida fluir com mais leveza, faz com que viver se torne o que a vida, de fato, tem que ser: um prazer e não um martírio.