Avesso
Sem fim, saudade...
Sinto saudade de quando você me desdobrava do avesso. Seu olhar me golpeava por todos os lados e você me nocauteava com sua face teatral e oculta de sacana.
Essa saudade me dá vontade de sentir de novo o gosto e o cheiro que deixa em mim. Do devaneio que deixa em minha cabeça.
(...)
Sinto falta do gosto seco na boca que era saciado por essa paixão tão molhada de suor.
(...)
Sinto falta de quando no primeiro choque de nossos olhos, entramos um no outro.
(...)
Sinto falta do gosto seco de quando as palavras fugiam da sua boca...
(...)
Sinto falta da distância de quando eu não tinha aonde ir e algo me impulsionava a percorrer o caminho até você.
(...)
Minha alma fica tão tonta quando meu pensamento se põe a vagar em você, que agora tento ficar o mais sóbrio possível para não sentir a embriaguez do seu perfume.
(...)
Estou cheio de urgência de quando seus olhos pairavam sobre mim.
Do pedido emergente que não para de suplicar ao meu coração que você seja quem meus olhos e coração conheceram ao primeiro impacto de nós dois. Sinto falta do seu desejo iminente que sempre dava voltas e parava em mim.
(...)
Sinto falta até de quando você estava tão aqui, que só por você estar tão aqui, eu não te amava quase nada.
Talvez por vivermos em um mundo ao avesso dos nossos pensamentos, no qual nos deparamos com diferentes comportamentos, é que percebemos que os obstáculos sempre existirão. O tempo pode passar, mas não descarta o que nele foi feito. As pessoas se esquecem dos valores e entardecem suas atitudes mais sensatas, e depois tudo que fizeram ou deixaram de fazer vem à tona, tomando o restinho do tempo que havia sobrado para evitar o pior. Então a vida passa ter mais valor, um valor machucado junto a um latejar de arrependimentos que poderiam ser cicatrizados se essas mesmas pessoas tivessem enfrentado e não escondido daqueles obstáculos que se depararam no passado.
Sem fim, saudade...
Sinto saudade de quando você me desdobrava do avesso. Seu olhar me golpeava por todos os lados e você me nocauteava com sua face teatral e oculta de sacana.
Essa saudade me dá vontade de sentir de novo o gosto e o cheiro que deixa em mim. Do devaneio que deixa em minha cabeça.
(...) Sinto falta do gosto seco na boca que era saciado por essa paixão tão molhada de suor.
(...) Sinto falta de quando no primeiro choque de nossos olhos, entramos um no outro.
(...) Sinto falta do gosto seco de quando as palavras fugiam da sua boca...
(...) Sinto falta da distância de quando eu não tinha aonde ir e algo me impulsionava a percorrer o caminho até você.
(...) Minha alma fica tão tonta quando meu pensamento se põe a vagar em você, que agora tento ficar o mais sóbrio possível para não sentir a embriaguez do seu perfume.
(...) Estou cheio de urgência de quando seus olhos pairavam sobre mim.
Do pedido emergente que não para de suplicar ao meu coração que você seja quem meus olhos conheceram ao primeiro impacto de nós dois. Sinto falta do seu desejo iminente que sempre dava voltas e parava em mim.
(...) Sinto falta até de quando você estava tão aqui, que só por você estar tão aqui, eu não te amava quase nada.
Acabo de descobrir que estou do lado certo, "estou do avesso", como em um de seus ditos maravilhosos, citou o: Caio Fernando Abreu.
"Mesmo estando ao avesso, descobri que estou do lado certo"
Pouco a pouco me reviro pelo avesso e, num papel amarelecido, anoto as nostalgias que precisam de respostas. Num silêncio barulhento replico rasuras que esgotam as metáforas guardadas em mim.
Não gosto de páginas frontais
Prefiro os versos
Pulo, inverto,
Salto do avesso,
Viro, reviro
Me viro inverso
Declamo. É o começo!
Perco-me e o meu externo
é uma máscara sem rumo.
O meu externo é meu avesso.
O meu avesso ainda não entendo.
E o que eu entendo,
Não sei dizer.
____Lene Dantas.
E quando eu menos percebi o meu destino fez com que de repente a minha vida virasse ao avesso;
E de verdade eu gostei! Pois o avesso me caiu como uma luva;
( Avesso)
Narcélio Brito
Por fora sou calmo, quieto....
Por dentro tempestuoso,
Solo vulcânico de sentimentos .
A erupção quase sempre vem em forma de versos,
Essas lavas expõem o meu lado avesso.
AVESSO
Depois do horizonte
tem outro horizonte,
tem uma fonte,
tem outros verbos,
então o sol se põe
e repousa preguiçosamente...
Esperando Ícaro
e a sinfonia da tarde
arde nas penas
dos que são passarinhos
outros versos,
displicentes, dolentes, incandescentes...
a tarde desfalece,
alguns poucos raios,
um aceno, um ensaio de luz
e de cores quentes...
depois das tardes,
tem outras auroras
no outro lado do planeta,
que é o avesso do crepúsculo...
outros Ícaros outras sinfonias...
Criar novos verbos,
alimentar novos crédulos...
inventar novos deuses...
" Atrair alguém com boa aparência... praticando o avesso! O avesso daquilo que ela está acostumada ouvir e receber! Pondo uma diferença que a faça se perguntar e te fazer interessante.
Henrique R. de Oliveira.
Esvazie-me – preencha-me, conheça o verso e o avesso, rima após rima, sabe que deixo! E depois, ao acordar sozinha, vá viver se estou na esquina.
Inverso do avesso
E um verso.
Todo meu amor nasce bem dentro do meu estômago
Ali se brota feito uma flor,
Ou borboletas me causam incômodo.
O frio na barriga me faz geleira
Até quando estou em Marte,
Na Lua me falta o ar, amor,
Mas falta mais quando tu me parte.
Nasci do avesso!
Gosto do ser, e o ter, eu dispenso!
Não procuro um final feliz, eu adoro um começo!
Gosto de apertos de mão, mas, sou mais os beijos!
Não espero nada de ninguém, vou atrás do que mereço!
Gosto de homem certinho, mas, prefiro os travessos!
Não me acho perfeita, mas me amo, e me conheço!
Gosto de viver a vida e a na morte, eu nem penso!
Não tenho medo de nada, mas meus inimigos, eu respeito!
Gosto de ser eu mesma, e o que você pensa, eu nem vejo!
Vivo intensamente e se morrer, é apenas meu recomeço!
Quoi de neuf?
Rien, je pense!
Só mesmo aquela vontade louca
de sair por aí.
Sem avesso
nem direito.
Sem nenhuns pensamentos
de voltar.
Avesso
Nada mais ficou no lugar
Depois daquela madrugada fria
Que antecedeu tua chegada
E precedeu tua partida
Já amanhecia
E eu sentia o fluir inexorável das horas
Que teimavam em passar
Pro deleite do meu desespero
Que inebriado de desejos
Poderia não saber mais do teu olhar
Indiferente tu fostes
Diante do entoar encabulado das minhas vontades
Te querendo a qualquer preço
Em minhas contradições inerentes
Ao que minha pele sente
O exacerbo eloqüente
Do meu avesso original
Que até então estava guardado
Na porta da minha casa
Então me deixa aqui
Por mais alguns momentos
Para eu poder imaginar
Como teria sido
Se eu tivesse te tido
Naquele instante...