Rafaella Santana
Gosto das coisas simples
Da brisa da manha.
Do sol a brilhar.
Do por do sol.
Da onda do mar.
Do bater de asas da borboleta.
Da sombra da arvore.
Da chuva a cair.
Da folha que cai no outono.
Do frio do inverno.
Do calor do verão.
Da luz da primavera.
Do bom amigo.
Da boa conversa.
Do bom riso.
Do bom amor.
São pequenas coisas que fazem a vida grandiosa.
Pequenos detalhes que transformam.
Não é necessário ser poeta para senti-las.
Basta ser humano.
Bem-me-quer!
Aquela Brincadeira deu certo. Bem-me-quer, Mal-me-quer!
E bem me quis o Amor! Que A mim agarrou. Assim devagarzinho...
Com seu jeitinho. Um simples sorriso e Meu coração se amarrou.
Entrelaçou-se em suas pernas. Almas que o destino uniu.
Eis o amor, em todas as suas formas.
Companheirismo, Amante, Apaixonado, Don Juan...
...Sim! Esse é o Nosso Amo! Que cresce Cada dia Mais!
Que me faz deitar na grama e contar as estrelas
E brincar no jardim com as flores e borboletas.
Rafaella Santana
Raiva acumulada
Amar...
Ainda sabes o que esta palavra significa?
Entende o verdadeiro sentido deste sentimento?
Você me ama?
Ou continuando enganando a si mesmo?
Continua sendo hipócrita!
Não negue!
Vamos. Diga!
Assuma a verdade de uma vez.
Você me odeia!
Julga-me como se nunca errasse.
Tão sujo quanto eu.
Cometemos o mesmo erro.
Pelo mesmo motivo.
Pela mesma burrice.
Omissão por medo de perder!
Mas vá em frente
Siga seu caminho.
Continue pensando...
Tire suas conclusões
Quem sabe?
Na pior das hipóteses
Você pode estar certo.
Sobre nós
E foi assim...
Num sorriso todo aconteceu
Num abraço tudo se firmou
E em um único pedido tudo se completou
Desde então...
A felicidade nos foi dada
O futuro incerto de virada
Um giro de 360°
Une-nos em um só ponto
O ápice da paixão
A eterna comunhão
De bens não materiais
Sintonia inexplicável
Corrente inquebrável
A perfeita simetria
De corpos laterais
Sonhos conjugais
Desejo sempre mais
Amar-te até o fim...
“Pseudo - Corpo”
A real apaixonada
A garota revoltada
O romântico sonhador
Três almas. Um corpo.
Três corpos. Um só pensamento.
Relatos de sentimentos.
Situações reais vividas de vários modos.
Realidade e paixão
Raiva e ilusão
Mente complexa fechada para o mundo e aberta para a dor.
Ah! A dor!
Destino de quem ama.
Dirá o decepcionado sonhador
Esqueça-me! Saia da minha vida.
Dirá quem se revolta e se precipita
Resolver mal entendidos. Dar explicações
Seguir novos caminhos. Esquecer o coração
Dirá a realista que já pôs os pés no chão.
Se Foi
Sim! Faltam poemas
Faltam palavras
Faltam vozes
Faltam olhares
Falta aquele abraço
Falta aquele sorriso
Ah! Falta aquele simples Aperto de mãos
Falta a palavra não dita
Falta a voz muda
Falta o ouvir surdo
Falta tanta coisa nesse mundo
Falta o Amor
Falta a Paz
E enquanto falta o importante
Vem-nos de acréscimo...
Sobra o medo
Sobra a dor
Sobra a decepção
Sobra o silêncio
Sobra o desprezo
Sobra a falta de atenção
No mundo de sobras e farturas desse tipo
Resta-nos a Solidão
Tarde de domingo
Diz-me o que houve
E o que há de se fazer
Afinal a vida passa
Ficarás parada?
A lágrima caiu
O mundo divertiu-se
Uma cicatriz surgiu
E passou...
Manhã seguinte de sol
Chega antes da hora
Engula a noite sombria
Que minha alma desola.
Devaneios Noturnos 2
Deitada sob o céu estrelado
Penso...
O que sentem quando escrevo?
Esclareço ou escureço?
Sou como as estrelas
Brilhantes e distantes
O mistério da natureza.
Sou como as nuvens
Próximas e complexas
A omissão da verdade.
O que posso dizer?
Não sei!
Apenas acredite.
O poeta escreve o que sente
Na esperança de ser compreendido.
Sou uma poetisa diferente
Escrevo sentir o que não sinto
Complico o que é simples
E não espero sua compreensão
Quero sua conclusão
Como se sente
Ao tentar sentir
O que estou sentindo?
Consegue responder?
O que realmente sente?
É isso que eu quero.
Esqueça o que eu senti
Não procure saber.
Observe seus sentimentos.
O que minhas palavras causam?
Mergulhe no poço dos sentimentos
E carregue apenas o que
Verdadeiramente sente.
Devaneios Noturnos I
Deitada.
Olhando a escuridão do meu teto branco.
O vento frio que entra pela janela.
E afogo – me no mar de cobertor.
Fecho os olhos.
Não durmo.
Apenas penso.
A nuvem que esconde a lua que tenta brilhar.
É a mesma que esconde a minha dor.
A estrela que acaba de apagar.
É a mesma que se apaga em meu olhar.
O sorriso que já não existe.
É aquele que você levou.
Não peço que me devolva.
Apenas guarde o que restou.
O rancor de seu coração.
É maior que o amor que sentiu.
Embora seja justo.
Perdoe-me! Mas nem tudo é o que ouviu.
Fiquei no esquecimento.
Ou na parte ruim de sua vida.
Resta – me seguir.
Ou terá outra saída?!
Caso ainda lembre.
Amei-te eternamente.
Cumpri minha promessa.
Guardei o que ainda me resta.
E Somos Assim
E dançamos a noite toda...
Só não teve Splish Splash
Mas teve uma sinfonia de Risos
Braços e pernas a mover
Corpo todo a Balançar
Vozes a cantar
e assim passou a noite...
Desejei que os ponteiros parassem
e que tudo continuasse
Até o sol raiar...
E assim sonhei a noite
Nessa chuva de cores
Nossos corpos ainda a bailar
Todos os dias me apaixonar
E dançar com o som do vento
E em meus pensamentos sempre lembrar
Daquele dia lá
Que quis eternizar
Na bela onda do mar...
E assim me sinto
Adoro seus carinhos
Amo quando me põe nos braços
Me sinto sua Menininha
Assim como sou
Sorrio feito boba
E meu coração dispara
E meu corpo aquece
E não mais desejo sair do teu abraço...