César Melchior
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Na manhã daquele inverno chuvoso,
com a xícara de café na mão,
Olhou para as gotas que escorriam pela janela
e viu
que com a chuva
perdeu
não só o sono.
Queria eu atravessar a ponte,
De dia, à luz do sol,
Para que todos entendam que não há coragem,
Meramente aquela vontade de viver.
Ah, e aquele silêncio
Todas as dúvidas se transformam em certeza
Mas do rompante grito na madrugada,
Toda a confusão volta atormentar essa pobre e perdida alma.
Oscila minha alma,
Igual a gangorra,
Entre origamis e trabalhos,
Só tristeza,
E agora... só certeza.
Que inveja de Dom Quixote.
Aquelas juras de amor
não correspondidas,
me esvaziaram de ti.
No realejo
escuto tua voz
Nas músicas
leio teus ouvidos.
Postei!
Porque só existo
quando você me lê.
Troquei tuas promessas por giz
Mas a lousa
já estava vazia.
Arrumei minha cama
sonhei abraços
sonhei o mar
Acordei só.
Insônia?
O sono que não tenho...
É tu... vivendo em mim.
Amar...
É quando minto
Para dizer o eu que não sinto.
Tinha dois pares de sapato
... uma bicicleta
... vontade de viver.
Não usava nenhum.
Com medo de acordar o amor
passei a vida inteira sussurrando.
Pingo
Em teu pescoço
gotas
dos meus beijos.
Não me tente...
fora do jardim é que se vive.
Solta teu riso, teus cabelos, tua fé.
Só não solta minha mão.
Tentando apagar ela da minha vida
rasurei a minha alma.