Asas
Eu quimera das trevas
Não sei o que é luz.
Nem muito menos o que é medo.
Eu sem asas.
De olhar fixo a escuridão.
Ajo como um impuni demônio
a relutância.
Dou asas à minha imaginação , deixo meus pensamentos flu-
tuarem livremente , e neles só reina você.
Abra o seu coração para que eu possa repousar todo o meu querer e apoiar-me em suas asas;
Deixe-me ser o teu porto seguro e dirigir você com o show dos meus sentimentos;
E na irá do meu desejo da minha libido meu silêncio grita com o seu ser mudo que se cala em um futuro tão perto;
Todos os dias não tenho o meu tempo que se perdeu entre o meu sono, lembrando o tempo que perdi;
Abra os olhos e veja, o verme que antes rastejava em tua direção agora voa por novos ares,e com asas de borboleta!
Se eu pudesse voar!
Se eu tivesse asas!
Batia!
Com mão pesada! Até que “ela” me doesse!
Nas casacas da justiça!
Se eu tivesse asas!
Batia!
Com mão pesada! Até que “ela” me doesse!
Na corrupção! Na boca enorme, dos políticos!
Se eu tivesse asas!
Batia!
Com mão pesada! Até que "ela" me doesse!
Na segurança social! Nas religiões!
Em prol dos pobres "Hebreus"! Seres simples! Explorados!
E ainda creem em Deus!
Se eu tivesse asas!
Batia!
Com mão pesada! Até que "ela" me doesse!
No dinheiro do mundo!
Que de tanto poder! Me amordaça e leva ao fundo!
Se eu pudesse voar!
Áh! se eu pudesse voar!!!
Subia à torre mais alta e
rebatia! O sino!
Com mão bem leve! Que cresce, que mina!
Para que o mundo
batesse!
Com mão bem pesada! Até que "ela" lhes doesse!
Nos direitos humanos! Inexistentes!
Supressor do mesmo mundo!
A CHINA!!!
Que as vozes se levantem! contra a falta de direitos humanos e a escravidão do século XXI.
Que por consequência, arruinará o resto do mundo!
PÁSSARO FERIDO.
- Após a derrota.
RJ/Nov. 95.
Como um pássaro ferido
... Asas perfuradas
Sigo pelo mundo.
Minha busca... Enorme
Minha sede... Grande
Minha dor... Tamanha
Sofrido, sem rumo...
À frente um horizonte
...Grande, infinito
Eu...
Tão pequeno... Ferido.
Como pássaro quebrado
... Quase arruinado
Sigo pelo mundo.
Sofrido, sem rumo...
Minha dor... Tamanha
Minha sede... Grande
Minha busca... Enorme
Às costas um horizonte
...Grande, sem fim
Eu...
Tão pequeno... Abatido.
Como um pássaro ferido... Cansado
Minha busca... Grande, dor tamanha
Sem rumo... Pelo mundo, confesso:
Pensando não conseguir viver... Vivo
Se julgando está morto... Vivo estou
Atlante de mim... Faço-me.
Um horizonte à frente,
Outro para detrás...
- Infinito.
... Sou eu componente desse infinito
Ele... Parte do meu pensamento?
...Não sei.
Todavia,
Bem sei:
- No meu abatimento...
Sofrimento.
Apesar de lesado... Determino:
Infinito será meu entusiasmo
Vencer a ferida... O cansaço
E
Como pássaro cerrado
Bem-aventurado voar.
À sede... Na dor ser
... Pássaro possante
Próspero, plainar
A cantar... Paz!
[Liberdade]
- Felicidades.
Quero o valorizar pelas minhas asas que se mostram cansadas pelos voos imprevistos da minha vida;
Quero o reconhecimento pelo o meu coração que em silêncio disparou rajadas de sentimentos manuscritos;
Quero o momento meu para analisar a minha sintaxe para recordar o que me faz bem;
Acharam que cortando minhas asas me impediriam de voar, mas esqueceram-se que eu além das asas, possuo algo que lhes falta! Sonhos e imaginação!
Socialmente aceitável o amor quando não se tem asas para se lamentar por coisa alguma, mas sim positivamente voa para transpassar um coração um tanto enigmático;
Anjo de asas caídas...
Que me cobres com teu manto
Que me secas as lágrimas com um sorriso
Que me acodes neste pranto…
Anjo de asas caídas
Que chegaste sem te fazer notar
Que te instalaste sem te fazer sentir
Que vieste para ficar…
Anjo de asas soltas
Preso no teu próprio enfadamento
Olhas o horizonte sonhas o mundo
Vives de sonho e encantamento…
Anjo de asas caídas
Que de longe me fazes sorrir
Que de longe me impedes de chorar
Que de longe me tocas sem tão pouco me chegar.
Anjo que te quero
Sentir bem perto de mim
Anjo que te quero
Do meu lado até ao fim…