Animais de Estimação
Não sei porque,nós mulheres de valor GATAS, amamos os CACHORROS, e infelizmente eles preferem as PIRANHAS"..vai entender.
Não entendo essas pessoas que chamam os homens de cachorro. Cachorros não nos fazem chorar e nem destroem nossos corações.
Noite dos cachorros perdidos
Enquanto o latido
Toma conta das ruas,
Restos são jogados
Como banquete.
Na tentativa
De amordaçar,
Bocas famintas.
Como uma sinfonia absurda
A raiva espumando pela boca,
Já contamina as diferentes formas de vida.
Dessem-lhe pauladas!
Duchas generosas de agua!
Por um breve momento recuam
Mas fome é tanta,
Que seu amo assustado recua.
Corre e com medo se esconde,
Atrás de falsas propagandas
De alegrias gratuitas.
É muito difícil encontrar alguém que aceite a minha forma de enxergar o mundo. Como os cachorros!
Se adaptar a minha forma de vida, seria como um peixe a enamorar-se de forma insensata a um verme anelídeo.
As vezes é melhor ouvir os cachorros na rua latindo do que dar ouvidos a alguns seres humanos fazendo o que eles fazem nas calçadas.
Os cachorros vira-latas representam o povo brasileiro: não sabem suas origens, são frutos de diversas miscigenações e nem por isso são tristes. Muito pelo contrário, são os mais atrevidos.
O verdadeiro cão de raça
Nas ruas dos subúrbios
Existem vários cachorros,
Desde os bem tratados
Que só comem rações,
E vão sempre ao petshop.
Até os mais maus tratados,
Que só comem nos lixões
E tem as ruas como os seus sexshop.
Os de raças tomam vacinas,
Vira latas! Só nas pracinhas.
Os de raças andam limpinhos,
Vira latas! Todos sujinhos.
Os de raças vivem de dengo,
Viras latas! Quase de vento.
Os de raças morrem de câncer,
Viras latas! Morrem de fome.
Esta luta pela sobrevivência
Mostrou-nos o outro lado da vida,
Antes de qualquer interferência,
Pense na opção escolhida.
Analisando o modo de sustento,
Vemos os verdadeiros cães de raças.
Os vira latas sempre surpreendendo,
Foram eleitos os donos da marca.
OS CÃES DA MINHA PRAIA!
Entre tantos encantos da orla, tem um que me diverte: Os cachorros baldios da praia! São cães que já fazem parte do cenário praiano! Amigos, bonachões, livres a perambular pela calçadão.Correm nas areias, um petisco aqui, e outro ali e lá vã eles, Negão, Princesa, Soberano, Dórothi, e outros que não sei o nome, livres numa alegria da liberdade que não tem preço. São os "Capitães da Areia", com o devido respeito, e se me der licença, Jorge Amado! Percebo em seus olhares um certo ar de troça, quando veem algum coitado colega, passar preso à coleira, como se algum objeto, fosse! Durante suas conversas nas constantes reuniões que fazem sem hora marcada e na descontração do descompromisso,entre outros assuntos, vem sempre a baila, o que na opinião deles, é uma imaturidade dos humanos, sanar suas carências, automatizando "bichinhos de estimação"! Chego a acreditar, que em suas preces ao "deus" dos cachorros, está o pedido contrito,e aflito" de que" não nos deixeis cair na prisão de um apartamento,nos livre da mesmice da ração de todo dia, mas nos de o sagrado, e variado petisco, auaumém...
odair flores
Tão quanto são
Tão estranho são os demônios, vejo-os por baixo da porta. Eles são como cachorros grunhindo como porcos, com belos passos de botas. Suas correntes de ouro são tão densas quanto as trevas. Guardam consigo um tesouro que ecoa um som tão triste e sincero. De uma caixa de almas, do vazio ao eterno, lutam para não voltar para o seu terrível inferno.
Ah! Tão belas são as almas e seus sons como de estrela. Tão vibrante e indestrutível como todas as certezas. O seu som indescritível e tão cheio de clareza, é um ruído afinado, um silêncio gritado que muda com toda a graça, como espectro de fumaça; não existe diapasão que afine o seu tom. É mistério falado, é sorriso não dado, como peito apertado chorando as tragédias como se fosse feliz. Os seus belos pés molhados que flutuam sobre os lagos, descem pelas profundezas como se fossem raiz. Eu não vejo o seu formato, mas eu sinto o seu cheiro e é como o desejo de quem foi, mas que não quis.
Quão tenebrosos são os anjos e seus véus cheios de luz. Não há quem escute seus passos, olhos que veem todos os lados; na bainha, espada vibra um golpe dado, com seu formato de cruz. Não existe um sentimento que escorra pelo rosto. Sua boca não se abre, os seus lábios são selados. Sua voz ruge mais potente que a do leão alado. Não há inimigo que fuja ou coisa alguma que o assuste e causa até mais medo do que todo grande inferno. Já nascem evoluídos, e estão selados a causa de viver em pró do Eterno.
Quão mau são os homens. Breves viventes, efêmeros de sentimento, imprecisos no sintoma da existência e nas escolhas do que viver. Feitos de ideologias e princípios vãos, criados por sua estupidez, desilusões e frustrações que os faz achar de tudo um pouco saber. Indiferentes a si mesmos e ensimesmados, perambulam escravizados pela corrente do supor. Por extrema ignorância, aclamam a si mesmos como deveras libertados, mas para não serem julgados se igualam aos demais. Seus sorrisos hipócritas e amarelos de inocentes, já comportam opaca a clareza do reflexo que os oprimiram a serem tão decadentes. São todos iguais.
Belo e forte é o espírito, da fraqueza faz a força. Inconstante e invisível com seus passos oprimidos, guerreia leve e suave na mais grave turbulência. Transforma a circunstância como pedra de alquimia. Remove os laços, dança nos embaraços como bela sentinela que ninguém sabia que existia. Vigia nossa calma, dá suporte a nossa alma, traz clareza no tempo certo ao que se não se entendia. E quando não se acreditava, é bela carta de alforria, que alegra o coração, nos faz caminhar por entre os dias caindo em outros laços, afim de ensinar nos passos, que a vida é esperança, e nos faz cumprir a missão. De antemão predestinado, demostrando, que o amor é quem nos chama, para nos sussurrar aos ouvidos que na nossa trajetória tudo é feito por ele mesmo, e que nada foi em vão.
Tão misterioso é Deus, e tão cheio de poder. Quem sou eu pra descrever? Como o grande o Eu Sou, só Ele mesmo diz quem é.
Sonhei com uma casinha branca de portas e janelas azuis. Sonhei com cachorros, flores, filhos e pássaros. Sonhei com o cheiro de café invadindo a casa e o beijo de meu amor ao amanhecer.
Lhe vendi meus sonhos, a realidade nunca foi igual, mas chegou a ser linda um dia.
Amei, chorei, sorri, vivi. Me enganei, me realizei, me surpreendi, vi, revi, desiludi.
A casa azul nunca existiu, o ninho de pássaros você destruiu, e as flores nunca consegui cultivar.
Mas me sobrou uma filha e um cachorro.
É tudo o que me resta dos sonhos que você destruiu.
Um "oi, estou brincando com os cachorros". É pedir muito?
Um "o que vc está fazendo?" É pedir muito?
Um "estou indo agora no mercado". É pedir muito?
Um "eu te amo" no meio da tarde. É pedir muito?
Um "como foi seu dia?" É pedir muito?
Um minuto da atenção mesmo que esteja fazendo algo importante. É pedir muito?
Uma mensagem dizendo que está bem, mas que sente minha falta. É pedir muito?
Uma ligação quando o que mais se quer é ouvir sua voz. É pedir muito?
Pode até existir homens piores que os cachorros em algumas coisas... mas existem cães melhores que muitos homens em suas aptidões... São amigos, segurança e irmãos.