Ando Só
Ando só... Como um barco à deriva... Perdi meu horizonte.
Sem esperança... Me sinto naufragar... Vejo apenas minhas pegadas na areia... Apenas as águas do mar a me tocar.
Caminho em silêncio com meus próprios pensamentos... Solidão!
Somente eu e minhas lembranças, desejando nunca ser encontrada...
Caminhos que eu mesma tracei... trilhas que somente eu andei... Sou como a lua solitária na escuridão da noite... uma pequena estrela perdida na imensidão do universo... Ando só... Sem ninguém ao meu lado... Buscando pelo desconhecido... Perguntas sem respostas ocupam a minha mente... As lágrimas rolam pela minha face... Um nó na garganta... E no peito o grito reprimido... No coração levo as dores causadas de um passado tão presente... Aonde estou indo... Ainda não sei... Só sei que sozinha vago sem nenhum destino... Talvez chegue em algum lugar... Continuo a caminhar em silêncio sem nada encontrar... Se vou retornar... Não sei... Se vou continuar... Não sei... Só sei que por hoje ando só...
"Ando só", conforme a música de Engenheiros. Mas não porque fui esquecido por todos: simplesmente me fiz esquecer para muitos.
A minha nova turma não frequenta bares. Na verdade, foi por essa galera que parei de beber e de ir a bailes.
É um tipo bem peculiar de amizade, da qual não espero retorno, e minha satisfação é exclusivamente servir.
Não sei se posso chamar a isso de relação. Porque o que há, de fato é uma simbiose: minha existência tem por objeto a vida de minhas filhas.
Talvez a isso eu deva chamar amor.
De tanto andar na escuridão
Eu aprendi a enxergar
Pois nunca ando só
Não tropeço nas pedras
Nem me iludo com o sussurro do vento
Não pego atalho
E sei muito bem meu caminho
E sei quem está comigo
“Não mexe comigo que não ando só”
Sob proteção ancestral
Sangue de índio e do terreiro
Uno em um só alma de índio e de negro
Nascida sob o calor de Salvador
O acaso não foi por acaso
O axé nunca me faltara
E meus guias sempre me protege
E lamenta quem tenta me fazer mal
E não temo os que tentam
Pode entrar na gira
Tentam e tentam mas não saem do jogo do ego
Quando pensam que estão ganhando
Acaba perdendo
Fardo de ilusão de alma ruim
Se enganam tentando ser flor
Não adianta caridade
Que nada vai mudar
Vai sempre rodopiar
Sem sair do lugar
Tudo em mim agora emana solidão
Como estátua encarquilhada pelo tempo.
Ando só e tiro as minhas próprias fotos
Sou folha seca ao sabor do vento.
Eu que sou menino e ando só,
te dedico essas breves palavras.
Minha solidão junto a tua
Se torna companhia
E uma amizade também
É ser irmão de uma alma.
Então se apressa em me ver
Te quero ver sorrir pra mim.
E lembra da promessa
Que te fiz aceitar:
sorri amanhã
E logo ao deitar
Se lembra que vai ser
Amanhã novamente
Assim que amanhecer.
Eu nunca ando só
Levo sempre amor comigo
Silêncio como arma contra o mal
E abraços para aconchegar a alma...
Ando só, por faltar-me companhia, num lance da vida despertei, sozinho não estava, nos meus pés o chão, calado me seguia...
Privilégios
E eu não ando só, tenho noite sem lua, chuva sem trégua, ruas compridas, curvas perigosas, estranhos bem intencionados, bobos pedindo água... Não ando só!
Severamente seguida, por carinho, amor incondicional, amizade passional, gastrite e outros.
Ando só em um lugar vazio dentro de mim, procurando encontrar uma maneira mais significativa de expressar o que sinto por você de modo que não lhe deixe dúvidas quanto a isso! Tenho lutado só, pois me parece que você escolhe se esquivar e guardar pra si o que sente! Não sei se estou certo no que digo! Mas só faz sofrer a nós dois!
Como ando só
Poeira no deserto
Dentro de todo o Universo
Sou vácuo
Passando sensações em linhas
E tentando sustentar-me nelas
Pudera eu apenas falar
Usar quem me cativa como minha folha
E nunca mais precisar escrever
Ando só
Ando só
Exausto e cansado
Sempre calado
Não ligue
A musica me acompanha
Pessoas estranhas
Vazias e iguais
Sonhos surreais
Ando só
Sem roteiro, sem tema
Sem um telefonema
Ninguém pra se importar
Em qualquer lugar
Está tudo cinzento
Lá fora e aqui dentro
Ando só
Com minhas rimas e prosas
Noites dolorosas
Não dá para sonhar
O frio faz congelar
Desejos e planos
Só tenho vinte anos
Quase todos mentem
Falam português mas não me entendem
Ando só
No meu abismo
Não tem turismo
Nem visitante
Nem amante
Nem amores
Jardins sem flores
No palco só eu
Ninguém apareceu
No espetáculo trágico
sem palhaço e sem magico
Ando só
E por aí vou andando
devagar quase parando
vagando e vagando
Eu ando só...
Ando só, mas sou pó, vou sem vento, não tenho tempo, o mundo segue, me persegue, mas eu luto, sem luto, a vida é dura, mas aturo, a dor é triste, mas sigo firme, em riste, porque também sou alma, inquieta, esperta, e espio a eternidade por uma fresta.
Identidade perdida
Onde estou? Ando só, mas acompanhado pela tristeza, dor, um vazio imenso e uma sombra que teima em me acompanhar.
Paro em frente a um espelho mas não me reconheço, só vejo um borrão cinza sem rosto.
Onde estou? Ando só, mas acompanhado pelo medo, pelas incertezas e um amor imenso que teima em me acompanhar.
Olho para trás mas não vejo minhas pegadas, me desespero imploro por socorro em meio a prantos, quase ninguém houve os que houve não entendem.
Quando acordo me vejo acorrentado ao amor perdido.
Ser só já virou rotina. Eu acordo só, durmo só, ando só, e também amo só. Amo quem não sabe que existo, amo quem se quer sonha de meu amor. Sou culpado por ser só, mas sobreviverei.