Amor e Bondade
A proteção do Amor
Nada ,
Nada posso fazer
No meio de tanta espuma
Que nem mesmo a brancura do gesto pode tornar límpida a atitude.
Sinto o pesar do passar das horas
Que já me fazem retornar.
Penso que já não há mais tempo.
Ele se foi...
E agora
O que faço?
Como poderei prosseguir
Se uma legião faminta
deseja esfolar vivo o que temos de mais precioso: - o nosso amor.
Não poderei permitir que a luta se dê.
Ainda que necessário mantenho o estandarte da liberdade e da transformação,
Para que a honra e o respeito possam ser glorificados, e não que tenha havido uma mera fantasia, de um vento que soprou um dia.…
Neste calor da luta criado pelas situações
Haverá de Ter justiça.
Pois se esperarmos que a vida nos seja justa,
ficaremos perdidos na espera incansável do nunca.
Vanglorio-me do que sou,
pois assim junto de minha maior riqueza: - o meu amor contemplo a vida serenamente,
sem precisar utilizar-me de sentimentos pequeninos e desgastantes.
Desta forma sigo feliz em meu caminho,
Que chega a cada dia a uma vitória.
Conquistada por não pertencer a este esquema de aprisionamento de sentimento amoroso, falta de troca, e alimento feito em migalhas e restos de um tempo...
Que o nosso amor, florescendo que está,
Continue em sua brilhante trajetória.
Apagando de nossas memórias diárias toda e qualquer poeira que venha pousar nos olhos.
Apenas poeira, nada mais....
Para quem vive o amor que sentimos,
há alimento suficiente para nós e para tudo o que temos construído.
Que a vitória de nosso amor, que é uma realidade,
se revigore ainda mais a cada dúvida ou pensamento de ataque.
Retornando a quem destina o fel das horas vazias de quem desperdiça o tempo e a sua pessoa em situações descabidas e não imagináveis.
Que o amor vença e perdure sobre as pernas fortes e altaneiras diante da construção de nossa história.
Que o afastamento dos maus olhos nos proteja da cobiça e da inveja.
Que não pousem sobre nós nenhum cisco vindo de mentes deturpadas e carentes do amor, que, desconhecem o quanto trabalhamos nesta construção.
Pois que assistam solenemente para o resto de nossas vidas, a nossa glória e alegria que é:
- ESTARMOS JUNTOS!
Vou procurar um amor bom para mim - no qual me reconheço e me reencontro, me refaço e me amplio, me exploro, me descubro.
Ele a olhou. Ela, louca de amor por ele, não o reconheceu. Ele havia deixado de ser ele: transformara-se no símbolo sem face nem corpo da paixão e da loucura dela. Não era mais ele: ela amava alguém que não existia mais, objetivamente. Existia apenas dentro dela.
Cães. Porque seres tão puros sofrem tanto? Falta de um lar, de comida, de uma família, de amor. Tanta gente que reclama da vida, mas tem uma cama pra dormir, alguma coisa pra comer. Cães. Seres que não olham para o que você tem, e sim para sua alma. Mendigo ou milionário, ele te tratará do mesmo jeito. E ainda são maltratados! Só me pergunto porque. Por estar latindo pedindo comida? Já pensou que esse latido pode ser um “eu te amo”? E você manda ele ficar quieto né? Reflita antes de levantar um dedo contra um ser tão bom e verdadeiro, um dos poucos que restam assim nesse mundo.
Quando me apaixonei por você eu te entreguei meu coração. Agora, sou refém do teu amor. Não vivo longe de você. Não te afaste de mim.
Te amo... meu amor!
Trago essa rosa para lhe dar!
Força, atitude, coragem, respeito, amor e memórias cravadas em meu peito!
Se um dia tiveres de escolher entre o Amor e o mundo, saibas que, se escolher o mundo ficarás sem o Amor mas se escolheres o AMOR com ele conquistarás o mundo.
O amor maduro...
É feito de compreenção, música e mistério.
É a forma sublime de ser adulto
e a forma adulta de ser sublime e criança.
É sol de outono: nítido mas doce.
Luminoso sem ofuscar.
Suave mas definido. Discreto mas certo.
Um sol, que aquece até queimar.
Estou ficando bonito, saudável e corado. Uma gracinha. Agora só me falta mesmo um Grande Amor, assim mesmo com maiúsculas.
O Amor de Dudu nas Águas
Estou virando uma menina
tornada mulherinha
com tanta coleirinha
de maturidade
ainda assim me sinto parida agora
tenra, maçã nova
nova Eva novo pecado.
Tudo gira e eu renasço menina
vestido curto na alma de dentro...
Deixo no mar os velhos adereços
a velha cristaleira, os velhos vícios
as caducas mágoas.
Nasce a mulher-menina de se amar
com água no ventre e no olhar.
Nasce a Doudou das Águas.
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.
Escrever e ler são formas de fazer amor. O escritor não escreve com intenções didático-pedagógicas. Ele escreve para produzir prazer. Para fazer amor. Escrever e ler são formas de fazer amor. É por isso que os amores pobres em literatura ou são de vida curta ou são de vida longa e tediosa.
Esperei extrair do meu casamento com Joe, amor, afeto e compreesão. Mas tudo naufragou num mar de indiferença
Virtudes Ociosas e Bolorentas
Mais que amor, dinheiro e fama, dai-me a verdade. Sentei-me a uma mesa onde a comida era fina, os vinhos abundantes e o serviço impecável, mas onde faltavam sinceridade e verdade, e com fome me fui embora do inóspito recinto. A hospitalidade era fria como os sorvetes. Pensei que nem havia necessidade de gelo para conservá-los. Gabaram-me a idade do vinho e a fama da safra, mas eu pensava num vinho muito mais velho, mais novo e mais puro, de uma safra mais gloriosa, que eles não tinham e nem sequer podiam comprar.
O estilo, a casa com o terreno em volta e o «entretenimento» não representam nada para mim. Visitei o rei, mas ele deixou-me à espera no vestíbulo, comportando-se como um homem incapaz de hospitalidade. Na minha vizinhança havia um homem que morava no oco de uma árvore e cujas maneiras eram régias. Teria feito bem melhor visitando-o a ele.
Até quando nos sentaremos nós nos nossos alpendres a praticar virtudes ociosas e bolorentas, que qualquer trabalho tornaria descabidas? É como se alguém começasse o dia com paciência, contratasse alguém para lhe sachar as batatas, e de tarde saísse para praticar a mansidão e a caridade cristãs com bondade premeditada!