Amigo Palhaço
O Resgate de um Sorriso
Sou palhaço pra te alegrar
Pra não te ver chorar
e nem lagrimas suas caírem no chão
Farei 1001 palhaçadas para tirar-lhe um sorriso
Viro bobo da corte
para que a dona do meu sorriso
Não deixe de sorrir
nem de ser feliz
Infeliz o causador de sua tristeza
Por deixar tal senhorita
Aos prantos
Espero consolá-la
Para que o encanto do seu sorriso
Não se perca.
Nariz de palhaço coloca quem tem competência pra subir no picadeiro e fazer o povo rir, por mais que seu nariz seja bonito, se não surtir o efeito do riso, vai passar a ser ridículo e não palhaço.
Podem falar que argentino não tem mãe, chamar de arregão, mas chamar de palhaço não! Aí é sacanagem, eles não merecem isso (os palhaços é claro). Porque palhaço não faz essas coisas. Palhaço gosta de espetáculo, e o que eles fizeram não foi isso.
Só perde quem não quis achar ou o que não soube aproveitar. Perdeu quem tinha um palhaço de estimação e não soube dar risadas. Perdeu quem tinha um Avô na sala e não soube ouvir histórias. Perdeu quem tinha um vira lata no pátio e não saiu latindo pela praça correndo atras dos passarinhos. Perdeu quem teve tempo de ser feliz e ficou contando lágrimas.
Quando estou triste, tento não fugir de mim. Visto meu coração de palhaço para me fazer sorrir, conto histórias em voz baixa para meus ouvidos ficarem atentos. Pinto a lua de qualquer cor só para pensar como ficaria. Invento um mundo de anões gigantes, girafas sem pescoço e ursos que brilham no escuro para me fazer sonhar. E lá pelo meio da confusão que inventei...já nem lembro porque estava triste.
O trabalho do palhaço traz uma realização, uma sensação de dever cumprido (penso que todos os profissionais de diferentes áreas deveriam se sentir assim). Somos privilegiados de trabalhar naquilo que amamos. E se o simples trabalho de palhaço já fornece tanto a quem pratica, imagine no hospital! É uma sensação maior ainda de ter um papel na sociedade, mesmo sendo o papel de ridículo. O ridículo tem de caber a alguém, e com gosto e orgulho assumimos este posto.
Por que escrevo como se estivesse aconselhando alguém?
Porque ao escrever eu tenho de ler, logo, aconselho e sou aconselhado.
Palhaço eu apenas sou para conquistar o amor da pequena bailarina doce e linda, nesse picadeiro de emoções vou ficando cada dias mais triste e sem ânimo e paciência para plateia triste sozinho estou, onde era alegria se fez dor ,por isso sou um palhaço pobre e triste sem teu amor
Quando eu estiver mais palhaço pode ser o dia que eu talvez esteja mais triste, pois pra mim o que importa não é mostrar que esta tudo bem, e sim ver um lindo sorriso em seu rosto e provar que com ele pode ser melhor.
Há muito tempo não sou nada, não tenho nada, não sinto nada. Sou um herói sem poderes, um palhaço que não tem graça! Decidi ser apenas um contador de histórias em um "Livro de rostos", onde rostos não se veem! O mundo já me confunde... as pessoas são complicadas demais com seus números, pesos e medidas! Ao final, acabo me perdendo por querer ser real num mundo de faz de conta, e arriscando estar vivendo um faz de conta num mundo real!
mesmo que o palhaço esteja com problemas pessoais, a vontade de entreter o público deve estar sempre em primeiro plano
Os temos não são mais os mesmos. A bola caiu, a saia desabotoou e o nariz de palhaço permaneceu apenas para manifestações de rua, que também não são mais as mesmas.
Aristides assistia ao ”Grandioso Circo Ínfimo” engolindo cada gota da semelhança que a peça passava. Seus talentos artísticos se resumiam em entreter crianças em postos de saúde ou distribuir balões nos dias de ações governamentais em creches ou algo parecido. Assistia, então, à peça que contava o fim da arte, do circo e a decadência do teatro. Seu coração palüitava e seu olhar endurecia tentando demonstrar indiferença.
Não. O tempo não podia se perder assim. Cidadezinhas acabaram. Só restaram fotografias. Proust já dizia. O circo desaparecera junto. Aristides, que um dia recitara Camões, Gil Vicente e Dante Alligeri, contentava-se com as peripécias de palhaços de rua e pirulitos de maçã verde nas portas de lojas de brinquedos. Levantou-se. Partiu.
Chorou uma lágrima como se fosse a última. Malandro. Na dureza, sentou à mesa do café. Deu um gole de cachaça. Deu no pé. Macabeando entrou na mão atrapalhando o tráfego. Caiu, sangrou, na hora. A hora da estrela. Ao menos uma vez.
Todos os românticos são palhaços. o palhaço faz as pessoas rirem pois só assim podem apaziguar a dor de suas almas tristes.
"Sou como um palhaço de circo, todos riem, todos choram por aquilo que interpreto, mas, quando chego em casa na solidão da noite, sinto um vazio tão profundo que não penso meios plauziveis de acabar com ele."
O palhaço não aponta seus defeitos e nem os defeitos de ninguém. Ele deixa que os outros apontem, que os outros percebam. Ele mostra, de uma maneira sutil e sincera, o que todo mundo tenta esconder.