Âmago
Não sucite em mim oque
de mais inerente elocumbra
nomeu ãmago.
Aquele algo escondido, mas que afrontado poderá se revelar.
É por ventura esse lobo adormecido que insisto em manter enjaulado.
Desejo, e esse eu possuo, da gratidão em meu ãmago, de que sejaesse sentimento o de completude.
Talvez seja essa gratidão, o único prêmio que nos confortará.
Por causa de gente estúpida e tola, despertou do meu ãmago oque de mais malevolente se ocultou a soberba e o egoísmo.
E nos dias normais mostro apenas
e só, o meu lado belo e angelical.
Quem está acostumado a lamber suas próprias feridas ao fazer compressa no âmago do outro está a um passo da dádiva da cura
ESTRELA DO CÉU
Na longa estrada da vida,
Corri... Corri... Corri...
Adentrei no âmago do meu ser e venci o direito de viver.
Haviam vários, centenas iguais a mim, mas ao olhar para trás não me vi...
Olhei várias vezes, para os lados e não me vi.
Senti a minha existência, a respiração ofegante, a alegria de ter conquistado à vitória, a linha de chegada!
Agora me vejo cercada de calor, um lugar só para mim, meu refúgio secreto, o meu interior!
Ouço vozes, risos, choros... São tantos sons estranhos e confusos.
Não sei definir os sentidos, sentimentos, mas sinto várias oportunidades de levar a essas pessoas alegria, ternura, bondade, sonhos, esperança e fé.
Algo está acontecendo, estou me mexendo, vejo minhas mãos, vejo meus pés, estou sorrindo, eu sou um ser HUMANO! Estou viva.
O calor que sinto é um véu com gosto de amor, encanto e magia.
O tempo é como um vento, passa e nos toca com delicadeza. Sábios são aqueles que acolhem com vontade e garra o direito de viver e ser feliz.
Agora estou nos braços da mamãe querida, ela é linda, um bálsamo para o meu espírito.
Eu me sinto como uma joia rara, onde serei polida com amor e determinação através dos meus pais.
Papai me beija e chora, acabou de ver a sua obra prima concluída, narra em detalhes cada parte do meu corpo, conta meus dedinhos e conclui que o seu projeto é como tal planejou, sonhou... Uma menina loira com buraco no queixo, cabelos lisos, fofinha, igual à que ele havia visto na revista.
Papai é engraçado, mas foi amor à primeira vista, nossos olhares se cruzaram e firmamos laços por toda a eternidade.
Mamãe é carinhosa, chora de contentamento, me pega em seus braços com muita ternura e amor.
Primogênita curiosa em conhecer seus ilustres heróis e apaixonados espelhos!
O amor é alegria que nos faz chorar quando sentimos saudade daqueles que deram o melhor de si em prol dos seus amados.
Eternamente obrigada mamãe e obrigada papai por ser obra do amor de vocês.
Hoje eu os coloco no céu, vocês são minhas “estrelas guias”, quando a noite chega, olho para vocês meus grandes amores.
(Dedicado aos meus pais falecidos: Adilson Barbosa dos Santos e Marlene Ferreira Dias).
(Por Fabiana Barbosa)
No âmago da existência humana, uma verdade resplandece com intensidade inegável: a liberdade autêntica nasce da compreensão profunda da natureza dos problemas que nos envolvem. À medida que desvendamos a essência de nossas inquietações, encontramos a chave mágica para libertar nossas mentes das algemas das incertezas.
É um êxtase perceber que, muitas vezes, o obstáculo e a solução compartilham uma origem comum. Dentro de cada um de nós habita tanto o enigma quanto a resposta. Reconhecer essa dualidade nos concede um poder transformador e sublime. Ao assumirmos a responsabilidade por nossos desafios, tornamo-nos os artesãos do nosso próprio destino, hábeis em moldar o curso de nossas vidas com maestria.
A liberdade, portanto, não é a ausência de problemas, mas a capacidade de compreendê-los e superá-los através do conhecimento e da autodescoberta. Ao mergulharmos nas profundezas de nossas próprias mentes, revelamos a força intrínseca e inabalável que nos guia além das barreiras, rumo a um estado de ser mais elevado e consciente.
No âmago das nossas vidas, um eterno artesão se esconde. Com mãos invisíveis, esculpe o futuro a cada gesto e escolha que fazemos no agora. Cada suspiro, cada batida do coração, torna-se o cinzel que molda o mármore do tempo.
A manhã que desponta no horizonte, ainda envolta em névoas de mistério, é o reflexo direto das sementes plantadas no presente. Assim como um agricultor, que com dedicação e cuidado ara a terra e lança as sementes, somos os lavradores dos nossos próprios destinos. O solo pode ser árido e repleto de desafios, mas é no enfrentamento desses obstáculos que a verdadeira força é forjada.
Quando a luz do amanhã tocar nossos rostos, será o brilho do esforço diário que iluminará nossos caminhos. Cada escolha cuidadosa, cada ato de coragem, é uma promessa silenciosa de uma colheita farta e próspera. No jardim da vida, não há espaço para o acaso; a providência é o fruto do trabalho e da perseverança de hoje.
E assim, seguimos em frente, com a certeza de que o futuro, ainda que incerto, é um campo fértil aguardando para ser desbravado e cultivado. Pois sabemos que a colheita de amanhã, com suas flores e frutos, depende intrinsecamente da lavra e da semeadura deste instante.
A Libertação dos Desejos é o Caminho para a Paz Duradoura
No âmago do ser humano, há uma inquietude que pulsa como uma melodia inacabada. É a busca incessante por um prazer efêmero, uma satisfação que tenta preencher o vazio deixado pela alma que clama por algo maior. Vejo as pessoas correrem atrás de momentos que, por instantes, iluminam suas faces, mas que logo se dissipam como neblina ao amanhecer.
Recordo-me de um tempo em que o som alegre de meu pai cantarolando prenunciava o dia de pagamento, como se a chegada do alívio financeiro desenhasse sorrisos em sua face endurecida. Naquele breve intervalo, éramos mais que uma família — éramos harmonia, uma sinfonia de gestos gentis e risadas compartilhadas. Porém, nos dias comuns, ele se tornava tempestade, e nós, simples folhas ao vento.
Observo ao redor e percebo que somos, muitas vezes, como aquele rapaz que, imerso em tristeza, encontrou alegria na simples promessa de um jogo no estádio. Ou como minha amiga, que, ao esperar ansiosamente por um passeio, deixou as sombras de lado e vestiu um semblante de luz. Somos eternos colecionadores de momentos fugazes, prisioneiros de expectativas que nos sustentam, mesmo que por um breve respiro.
Lembro-me de quando preenchia meus vazios com coisas — roupas, bugigangas, artefatos que prometiam felicidade. Mas ao amanhecer, o vazio permanecia, intacto e profundo. Hoje, compreendi que a felicidade não mora no exterior, mas em um canto sereno da alma, onde o espírito repousa em paz e aceitação.
Agora, a vida se revela como um palco onde represento meu papel, ciente de que tudo é transitório. Perdas e partidas não me assustam, pois são apenas capítulos de uma história maior. Meu espírito, este guia sereno, conduz-me com leveza, lembrando-me de que sou apenas um fragmento do vasto e eterno universo.
E assim, acordo com gratidão e durmo em paz. Olho para a vida com compaixão, mas não me deixo aprisionar pelas tempestades alheias, pois compreendi que a verdadeira força reside em saber que nada nos define, além daquilo que cultivamos dentro de nós.
Sobre partes da revelação acerca do Inferno, situado bem abaixo do mais profundo âmago do núcleo da Terra, disse Lucius: - O Inferno deve ser considerado como um faminto organismo. Mais insaciável que a insaciável fome de Erisícton, que, por ter sido punido severamente pela FOME, comia tanto, que a quantidade de alimentos que saciaria uma Cidade inteira, segundo a Mitologia, não era suficiente para lhe saciar. Pois quanto mais comia, maior era sua fome, voraz. A ponto de vender sua Filha como escrava, por várias vezes, para poder comprar comida para se alimentar, e, no final, ter se devorado a si mesmo. Ora, disse o Rei Salomão: "A Morte e o Inferno, nunca se fartam". Quanto mais o Inferno "come", maior é, a sua intensa fome. Quanto mais a Morte traga, mais ela tem prazer em tragar - e "nunca se farta". A Morte, instrumento de condução ao submundo, e O Inferno, o próprio submundo, é como um terrível e gigante monstro, como o Ciclope, cujo estômago sempre grita monstruosamente por "comida". E mais uma vez, vale repisar o lema: quanto mais come, maior é sua necessidade de comer.
Às 10:16 in 24.08.2024”
O que vem de dentro é mais forte do que nós, e pode nos convencer e nos dominar, e fazer a gente ignorar os olhos do mundo.
Deus vai ao tutano da necessidade, não se prende na epiderme do ser. Ele não usa Band-Aid, Seu desejo é sarar o âmago do indivíduo.
Nas curvas do teu corpo,
posso até perder o rumo,
mas sem perder a direção
pra que eu chegue até o teu âmago
de intensa emoção.
Ao que parece, ela é feita do Sol por ter um amor que aquece, um resplendor bastante notável, um calor que vem do seu âmago ardente e envolve todo o seu corpo, portanto, sua existência não deve ser subestimada, pois para os desatentos ou ingratos, poderá causar alguns danos, mas os sábios desfrutarão calorosos momentos, ela será como um dia ensolarado, daqueles que valem o tempo.
"Se a minha felicidade lhe incomoda. Ótimo! Estou fazendo um bom trabalho vivendo a minha vida do jeito que eu gosto, do jeito que eu quero, essa vida a qual você almeja ter incessantemente, tem inveja dela;
Inveja essa ao qual você sente agonia no âmago de sua alma, pois você não é eu, e gostaria de estar em meu lugar.
Ao invés disso, você deveria estar buscando algo que te faça feliz, assim como eu faço, e não fico preocupado com a sua vida medíocre de invejoso."
Dentro do meu egoísmo excêntrico, deixei escapar dos meus braços, à pele macia, um sorriso de uma estrela, e um perfume doce, que somente eu sei sentir. No bater do meu coração deixei de escutar palavras maviosas no meu âmago. Dos lábios dela cor de morango, deixei de ouvir : Eu Te Amo!
Me sinto num vácuo eterno de suas palavras inundada na imensidão de sua ausência, incumbida de excelência plena mal correspondida, vazando me por entre os dedos, atormentando me por entre as vigas, basta um som e o silêncio se finda, meu coração renasce e estremece meu âmago de amores reprimidos na falta vossa.