Algemas
" jovem, seu futuro está sendo roubado, seus sonhos tirados de você, enquanto algemas em suas mãos te roubam a liberdade".
"" Podem me colocar algemas
mesmo inerte, verão em meus olhos a resistência
não cederei aos que maculam nas sombras da noite
e seguirei como luz que busca a esperança
não me roubarão as vitórias que irei conquistar
nem me aprisionarão em pequenos albergues
quero a busca de dias melhores
quero irmãos de fato se amando
quero cores, vibrantes pinturas a enfeitar meus arranha céus
posso passar como música suave, mas sempre baterei meus tambores avisando a todos um novo amanhã
e se amanhã for a vez das minhas cinzas
que elas adubem algum jardim
não quero simplesmente ser amor,
mas espinhos para cutucar a mesmice de quem fica olhando
e só quer colher a flor...
Alguns não conseguem afrouxar suas próprias algemas e, não obstante, conseguem libertar seus amigos...
Alcei voo
Libertando-me das algemas, alcei voo...
Tão alto, que os meus doidos pensamentos,
fizeram-me sentir poeta!
-- josecerejeirafontes
Penso demasiado para alguém que está preso ao seu próprio corpo. As algemas que prendem os sonhos são as mesmas que me impedem de sorrir. Olhos vazios. Lágrimas de vidro. Palavras sem significado, e sem vontade de serem compreendidas. Vivo o presente a espera do passado, e anseio que não exista futuro. Sou quem não quero ser, e desejo algum sentido para viver. Sou um paralítico sentimental.
Nada obriga você a estar comigo.
Se não quer ai está a porta.
Quebre o cadiado, tire as algemas, pule o telhado,
salta a cerca eletrica, cruza o rio com a mesa de passar roupa,
sei lá e vai...
você não esta sequestrado pra ser obrigado a permanecer comigo
fica por que quer; me ame se puder.
—By Coelhinha
Como colocar em palavras a sensação de ser livre?...Se livrar das pesadas algemas que te prendem e te reduz a um ser curvo, se livrar das obrigações impostas por você mesmo, se livrar dessa carga inútil de deveres e obrigações e lembranças sórdidas, como descrever isso?...
Uma leveza, uma sensação de constante queda, um frio na barriga e aquele sorriso que não sai do rosto, o arrepio fácil da pele, a vontade de fechar os olhos abrir os braços e sentir... o entregar-se ao incerto, desvendar o insano, se desencaixar, sair dos padrões se surpreender consigo mesma.
Essa seria a forma mais simples de descrever essa sensação, de resto só sentindo pra saber...
Algemas da realidade
Ouço um grito.
Grito que urge por mudanças.
Uma venda que os olhos enegrecem
Impede de ver a realidade e,
Por isso, aceitamos o que acontece.
Por sermos apenas crianças,
Socializadas, impostas em padrões,
De sua própria ignorância.
Afinal, que cor cinzenta é essa,
Que reveste nosso caráter?
Entre pretos e brancos,
Somos cinza,
Reflexo da opinião de outrem,
Consenso que do que seduz e alucina,
Desestimula o censo crítico,
Promessa de mundo utópico,
Formatos que a sociedade impõe
E o controle ensina.
Imersos numa bolha,
Que ora embaça nossa visão,
Comodamente aceitamos
O doce alimento da alienação,
De nosso tão estúpido engano,
Por sermos assim: instintivos,
Agressivos, acomodados,
Humanos, demasiado humanos...
Eu, sentada em você tremendo,
sou sua.
Gêmea.
Sem algemas e sem rótulos.
O estouro da melhor champagne sem marca.
Meu corpo,
a terra improdutiva que você demarca,
pra devolver pra quem planta,
cuida,
semeia e rega.
Me rega...
Ai sou flor!
Quando você me recarrega.
Grades, correntes, algemas não te aprisiona.
O que te aprisiona é a incaparidade de enxergar novos horizontes.