Adolescência
Eu me lembro de ter 14 anos, de estar nesse corpo me sentindo sem controle sobre o que estava acontecendo.
A Dor/Amor
Meu Deus
Eu não entendo
Porque não é recíproco?
Eu não mereço
A bipolaridade
Porque o amor precisa de...
... 'Beleza'?
Aparência é tudo
Ninguém pode negar
Tem como nascer denovo?
Eu ja tentei de várias formas
Eu ja falei meu amor a ela
Eu me declarei 3 vezes
E ela beija outros na minha frente
Ja sofri muito
E não sou feliz
Como é possível falar de amor com outros
Ninguém entende oque se passa
Eu gostaria muito de conversar com ela,
e saber como acontece na mente dela
A minha falta explodir
Eu nunca a esqueci
Ja fiz muitos pedidos até pra santos
O melhor a fazer é sofrer
E o coração fazer auto limpeza nos sentimentos
Dos meus momentos de Sofrência
Dor
E amor...
... que não é correspondido
No final
Começos serão esquecidos.
Palavras resumidas a sussurros.
Conversas virarão momentos desperdiçados.
Momentos irão se tornar devaneios.
Noites em claro se tornarão sonhos lúcidos.
E pensamentos vão ser engolidos pelo buraco negro chamado:passado.
Entre o Ser e Ler
Entre folhas de papel, a alma se perdia,
Uma adolescente sonhadora, entre linhas se escondia,
Nas páginas de um livro, um refúgio encontrava,
Realidades paralelas onde a vida desenhava.
Cada frase lida, um mundo repleto de cor,
Um portal para sonhos, para um outro fervor,
Histórias que a levavam para além do horizonte,
Onde as dores reais jamais eram fronte.
Mas ao fechar o livro, a verdade a cercava,
A vida cinzenta, dura, nela se entranhava,
Cada retorno ao real era um golpe profundo,
Como se a luz das histórias se apagasse no mundo.
Ela queria ser aquelas heroínas, viver aquelas paixões,
Mas em seu cotidiano, só haviam desilusões,
Os livros eram abrigo, mas também uma prisão,
Onde o desejo de ser mais trazia frustração.
Decidiu então fechar as páginas, deixar de fugir,
Encarar a realidade, tentar resistir,
Mas a família, alheia ao peso que ela carregava,
Não compreendia o porquê de sua paixão que se apagava.
Julgada por não mais mergulhar nas histórias,
Sem saberem das lágrimas, das noites sem glórias,
Ela calava a dor, em silêncio e solidão,
Buscando forças em sua própria razão.
Mas dentro dela, as palavras ainda viviam,
Os sonhos e esperanças, silenciosos, resistiam,
Talvez um dia, o equilíbrio encontraria,
Entre o real e a ficção, onde a felicidade emergiria.
E então, voltaria a ler, não para escapar,
Mas para se inspirar, para o mundo abraçar,
As histórias não seriam mais um refúgio distante,
Mas um complemento à vida, um toque constante.
Assim, a jovem sonhadora seguiria seu caminho,
Carregando em si a força, e um destino alinho,
Entre livros e vida, encontraria sua verdade,
Num abraço profundo, de eterna dualidade.
(Nossa infância)
Eu queria voltar
atrás e no passado
sabotar
a nossa história...
Reescrever a nossa infância,
Para que jamais precisasse haver separação...
E que nossa adolescência
na operação
do tempo durasse uma eternidade!...
***
A minha idade está relacionada com o meu estado de espírito. E algo me diz, que estou na adolescência.
Nara Nubia Alencar Queiroz
@narinha.164
MINHA VELHICE
A minha rabugice revela minha dor.
O espelho desvenda sem amor
as marcas da minha idade,
nas linhas do meu rosto.
O tempo avançou rápido.
One ficou o meu passado?
Deixei minha infância passar.
As mudanças meu corpo,
fez - me limitada, passiva e improdutiva.
Sou cativa do tempo.
As minhas noites são longas
e os meus dias amargos.
Onde ficou meu passado?
Deixei minha adolescência passar.
Tive incontáveis e sofridas perdas,
foram saudades, amores sufocados,
e sonhos dissolvidos pelo tempo.
Hoje, meu olhar é perdido e vazio
e vejo vultos e imagens confusas.
Onde ficou meu passado?
Deixei minha juventude passar.
O cruel peso dos anos,
deixou os meus cabelos brancos,
minhas pálpebras caídas,
minhas mãos trêmulas e enrugadas.
Um corpo magro e sem força.
Onde ficou meu passado?
Deixei minha adultícia passar.
Na minha triste solidão,
a minha amiga e companheira
é uma bengala que me amparara.
Estou sendo dissolvida pelo tempo.
Resta -me poucos anos.
Mas o tempo também irá passa,
nesta minha longa e sofrida vetustez…
Quando criança, o hipersensível constrói um mundo de fantasias porque percebe uma realidade que o fere e lhe provoca angústia e medo. Na adolescência, sente-se incompreendido e sozinho porque não encontra com quem compartilhar suas emoções. Na maturidade, ele também sofre nos relacionamentos amorosos: nunca está satisfeito com as demonstrações de afeto do outro, mostra-se inseguro, monopolizador, carente e ciumento.
Já há alguns que fojem da dor e do medo. Muitos dizem que a dor e o medo são precisos. Poucos afirmam que é preciso dor pra curar dor. E os novos parecem servir-se com as confusões mentais que a dor e o medo os causam.
Sinto falta de algo,
Mas não sei o oque?!
Acho que desde que nos conhecemos
Meu maior medo era te perder
O tempo foi passando...
O destino foi nos juntando
E o que nós mais aguardamos
Acabou acontecendo
Acabei te trocando
Não pude mais te ver,
Sendo que no fundo do meu coração,
Eu sempre quis você
O tempo foi passando...
E tudo veio à tona
Que você estava fazendo
Tudo isso para ganhar fama
O tempo foi passando...
Nossos caminhos foram
Se desviando,
Não me lembro dos erros que cometi
Mas nenhum deles
Foi o de te deixar me conhecer,
Agora não sei o que fazer
Acho que estou perdido por não ter você.
Beijar é uma compensação para um bocado das porcarias que você tem que aguentar na escola e na adolescência em geral. Pode ser confuso, esquisito e desajeitado, mas às vezes simplesmente faz você derreter e esquecer tudo o mais que estiver acontecendo.
►Indiazinha
As curvas dela eram perigosas
Não gostava das garotas vaidosas
Ela era entretida
Todos ao seu redor ela divertia
Era bela, divertida e animada
Toda manhã perguntava como eu estava
Nós dois conversávamos
Nós nos abrasávamos
Brincávamos
Ela era um tanto quanto diferente
Bastava olhar para nós, o assunto entre a gente
Qualquer conversa se tornava fluente
Muitas pessoas pensavam que ela era minha namorada
Que nada
Ela se encaixava mais como uma garota despreocupada
Pois, o que diziam sobre nós ela não se importava
Ela não "ligava", ouvidos ela não dava
Era realmente uma doida, boba
De certa forma ela era fofa
Vegetariana, brincava com ela dizendo
"Você come folha?".
Ela me ajudou quando precisei
Até o fim, conversando com ela eu fiquei
Creio que nunca me decepcionei
Por ela uma rima farei
Como forma de agradecimento
Lembro de você em meu pensamento
No passado você não fora um lamento
Que eu já deixe esclarecido
Fui feliz contigo.
O tempo não volta mais
Falta faz
Poder rir sem se preocupar
Poder brincar sem limite para me barrar
Para você a folha irei dedicar
Leia com atenção o que estou a expressar
Tente, então, se deliciar
Com os versos que irei formar
Obrigado pela ajuda que prestou
Lembro de algumas vezes que se preocupou
Não te abandonei, e amizade continuei
Porém, quando eu me formei
Nossa conexão se perdeu
Mas não esqueço do sentimento seu
Talvez você mesmo já se esqueceu do meu
Tudo bem, não é erro teu.
A nossa amizade eu guardo
Não se tornou um fardo
Alguns dizem até que por ti fui amado.
Castanhos seus olhos, eu sei
Linda, não te deletei
Acredito que não te esquecerei
Rindo de quando uma flor eu te dei
Agora, daquela vez me lembrei.
Era até quieta na sala
Mas não era "santa"
Saudades, Ana.
Adolescer
Essa menina linda que insiste em crescer!
E vai me surpreendendo com tanto assunto, me fazendo emudecer...
E com ela vou aprendendo todo dia sobre esse tal de adolescer!
Estava tudo calmo, até que avistei uma pantufa azul com nuvens brancas estampadas. Imediatamente olhei tudo que rodeava o meu quarto e que pudesse entrar em sintonia com essa pantufa. Estaria ela isolada da minha existência, ou algum motivo teria para me chamar tanta atenção? Comecei então a observar meu quarto, e notei que, assim como as cores daquela pantufa, meu lençol também é azul de bolinhas brancas. Olhei em seguida de forma mais abrangente o meu quarto, cenário onde passei os últimos momentos na infância e pré-adolescência, antes da partida para os insondáveis e misteriosos planos e objetivos profissionais. O local está exatamente como deixei. Abrindo a janela, esta que ainda é protagonista constante nos textos feitos durante as minhas férias, notei, nas montanhas, o mesmo verde de sempre. No ar, a mesma brisa que caracteriza o clima paradisíaco de Friburgo. Só o céu parece agora mais azul e com as nuvens mais brancas depois que parei para observar as pantufas. Ao lado da janela, o espelho de sempre; porém, o reflexo mudou. Percebo um corpo mais maduro pela idade, mas, mesmo assim, com o mesmo vigor de alma. E Isso me deixou mais ansioso, agora, para chegar até você. E vem daí a minha grande dúvida. Como tanta reflexão pode partir apenas da observação de uma simples pantufa azul com estampas de nuvens brancas? Tento sair então da redoma desse quarto e volto novamente à janela; e vem aí a incerteza de que nossos respectivos carmas se processem. E isso, por si só, já me faz vibrar, assim como acontecia nos tempos quando olhava minha infância nesse mesmo espelho, cheio de expectativas acerca do colégio. Então me pergunto: será que, por sentir essa sensação novamente, isso não merece uma continuidade? Por mais que eu pense a respeito, não encontro, por mim mesmo, o caminho para um esclarecimento, ainda que imperfeito, mas que traga um pouco de qualquer coisa. Dizem que a ânsia de exteriorizar o que sentimos por nós mesmos pode assustar as pessoas. Mas acho que não... Nada mais natural numa fase de adaptação de uma alma ainda em plano material. Nesse ponto divirjo de certos pensadores que afirmam que devemos ficar mais em paz com nossos pensamentos. Não concordo, repito. Estou certo de que uma reflexão sincera e vibrante é um pensamento em forma de prece e que pode atingir para o bem, de alguma forma, aquilo que nos inspira a refletir. Espero apenas deste mundo, que em breve possa encontrar respostas para estas dúvidas, decorrentes, certamente, de uma simples pantufa azul com nuvens brancas estampadas.
Estar numa festa cheia de gente e sentir-se só...
Sair com os amigos para se divertir, mas ter a sensação de que falta alguma coisa para ficar tudo bem...
O que será isso? Chatice, carência, autopiedade, solidão?
Ou será a falta que nos faz uma pessoa, ainda perdida no meio da multidão?
Voltei no tempo e me vi, novamente, a adolescente cheia de sonhos e projetos, determinada a seguir meus próprios passos, a chegar ao cume dos meus ideais. Nessa fase eu tinha tantas verdades absolutas, pensava que era quase indestrutível e que nunca permitiria que ninguém ditasse as regras da minha vida. Quanta ilusão, afinal a vida é feita de regras por mais que não queiramos enxergar!