Abandono
- E então.. diga-me.
- Dizer-te? Não. Diga-me que eu não estou solta em seu abandono. Diga-me meu bem, que me ama e que não consegue ir sem mim. Minta. Minta pra mim, pra você, pra nós. E acredite. Acredite que tudo isso não é nada mais que uma farsa. Eu preciso de você.
- Não, nada mais preciso. Eu necessito de nós. Eu, você e um balanço no parque central.
[...]
Arriscamos o abandono do nosso jardim de certezas, jardim de risadas, de mimos. Tão nossos. Sim, eu e aquele moço tivemos muitos. De todos os timbres. De todos os jeitos. Caras e bocas. Éramos festa. Fazíamos uma, juntos.
É uma escolha pesada, é a cruz do abandono da vida antiga, e de tudo que ele amaria esta vivendo. É uma renovação completa. isso se chama escolha, isso se chama caminho vocacional, a buca pelo verdadeiro discernimento.
Não me deixa lá fora, que eu sinto abandono
E fico carente, tipo um dog sem dono
Chuveiro quentinho, você e eu coladinho
Aí sim, dá água na boca
Em todos os cantos, vemos o descaso, retrato do desastre.
A desilusão e o abandono geral, estamos vivendo muito mal.
E só unidos poderemos mudar, o cenário do caos!
Abandono
A dor do descarte é inevitável
Ela vai, ela volta
Sem sucesso e paz de espirito
Passam-se anos, ela volta
Não à amo mais
Não a motivo algum para sentir amor
O que sobrou foi raiva
Um sentimento que corrói e desfaz
Eu dei tudo de mim
Tudo o que tinha
Até não sobrar nada
Nem na mente, nem no bolso
Hoje me reconstruo
E me pergunto até quando vou ter que faze-lo
O reboco vai ao chão, os tijolos trincam
Porque hoje ela voltou.
O ABANDONO DA LINDA FLOR
Fazia meses que eu não a regava, tão linda era seu brilho que gradualmente se ofuscava na seca do sol.
Ela nasceu no meu jardim! mas eu não a plantei. Certo dia, passou-se perto de minha casa um rapaz que vendo o abandono que eu fizera com a linda flor, fazia questão de rega-la dia após dia para mim. Até que chegou o tão esperado dia que com lágrimas nos olhos decidiu levá-la para sua casa, mas nem ao menos pediu-me permissão, zangando fiquei como nunca.
Ah! Tudo era puro egoísmo, tão infeliz sou eu que não cuidei da flor e não deixo que cuidem dela por mim.
Leve-a jovem rapaz, cuide-a com carinho, enxugue os pés dos teus olhos, pois essa flor já era tua antes de mim.
E no balanço final do meu abandono, ela havia me deixado um velho forno, um pouco de trigo, sal, ervas...
Bati a poeira e vi que eu só precisava mesmo de uma boa companhia para sovar a massa, tomar café e partir o pâo.
Mais alguma coisa? Não, obrigado.
E se não houvesse amanhã?
Quando a ausência se faz presente, é o abandono que mata.
Carentes daquilo que não nos faz falta, teimamos em procurar cura no que nos machuca.
O olhar de fora, nem imagina as imensas grades que cercam o emocional dos que lutam pela fuga da realidade concebida em que vivem.
Com a empatia zerada, muitos Juízes sem toga, apontam erros e falhas dos outros, só por esses erros serem diferentes dos que eles praticam.
Em um mundo onde há tanto desperdício, não se morre de fome, mas de abandono.
O abandono emocional, é a raiz de uma sociedade doente, criando brutos sem afeição, e uma maioria extremamente sensível e vitimizada.
Com a ansiedade em nível máximo,
a compulsão alimentar, vícios em drogas, jogos e pornografia, são para eles, válvula de escape.
Com o intelecto sequestrado, buscam alívio naquilo que os matam.
Entretanto, há um remédio, a cura está na abstinência, só se para, quando para, é preciso parar, custe o que custar.
Ocupar a mente com coisas diferentes, ajuda a nos manter distantes daquilo que nos consome quando consumimos, e uma boa rede de apoio, faz milagres, pois a gente precisa de gente.
Viver é sempre muito complicado, pois de um jeito ou de outro sempre acaba em morte, precisamos experenciar bons momentos, neste breve intervalo de tempo que vivemos.
Então, não antecipe, morrendo antes do tempo, preocupe-se menos com o amanhã, faça o seu melhor hoje, desapegar do futuro, não é ser inconsequente, mas ter a certeza que certo mesmo é só o presente.
Tudo muda, mesmo parecendo o mesmo, e se não houver um amanhã?
Que foi feito hoje?
Sem ar me vejo
A vida se vai aos poucos
Meu abandono meu tormento
E minha alma sem sentimento
Por aqui tudo bagunçado
Me sinto sem saída
Minha mente norteada
Pondo um fim em meus dias
Por onde caminho não a mais chão
Não a mais sol
O que me restou foi a escuridão
Minhas forças? Por onde foi
Não sei, só sei que já se fui
E não percebi
Não a mais esperança
Não a mais felicidade
Não a mais vida
"Perder em algum momento, não significa derrota completa e o abandono de seus valores para assumir os de quem ganhou. A aparente derrota da Cruz é o exemplo mais claro! Todos sabem o que aconteceu depois"
Em Momentos -
Em momentos de abandono
a dor nos turva o pensamento
sentimo-nos entre escombros
e padecemos mil tormentos ...
Em momentos de perigo
quando nada já nos salva
o impossivel é castigo
e nada, nada nos acalma ...
Em momentos de cansaço
quando a morte desejamos
recordamos o passado
lembrando tudo isto,
mas quando perdoamos
encontramos Fé em Cristo!
Em memória de Santa Ritta de Cássia.
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