Viver

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Dizem que estamos destinados a nascer, crescer, se apaixonar, viver e quebrar a cara até aprender que amor não se cobra, não se exige. É um ciclo quase eterno, por mais que a gente sofre e quebre a cara nunca aprendemos realmente. Sempre temos uma esperança que um dia vai mudar, que um dia vai dar certo. E é verdade, um dia vai dar certo. Um dia quando você já estiver cansado, quando você achar que não há mais esperanças, bum! Vai e aparecer alguém e cruzar seu caminho, alguém de verdade, alguém para marcar, para ser feliz, para chorar, para consolar, para mostrar as coisas da vida por mais difíceis e complicadas que possam ser, de alguma forma valem a pena quando se tem alguém do lado para dividir e compartilhar. Parece bobagem, parece clichê e parece que não vai acontecer, mais vai. Mas é preciso ter paciência. É preciso saber que sua hora ainda vai chegar, e que não vai ser nem cedo e nem tarde demais, vai ser no momento exato em que você estiver precisando, em que você estiver quase desacreditando, em que estiver finalmente pronto para receber um amor de verdade.

– Que é que eu faço? Não estou aguentando viver. A vida é tão curta, e eu não estou
aguentando viver.
– Não sei. Eu sinto o mesmo. Mas há coisas, há muitas coisas. Há um ponto em que o
desespero é uma luz, e um amor.
– E depois?
– Depois vem a Natureza.
– Você está chamando a morte de natureza?
– Não. Estou chamando a natureza de Natureza.
– Será que todas as vidas foram isso?
– Acho que sim.

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Nota: Crônica O processo.

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Se Hoje Eu Cair, Amanha Deus Me Levanta, Não Preciso De Governo Pra Viver Em Um Bom Lugar

O amor é algo tão grandioso que não cabe em um só coração, precisa de dois corações pra viver.

❝...em Deus somos todos iguais ... e Nele podemos viver a harmonia da verdadeira paz todos os dias ...❞

Vocês não imaginam o que é viver com Fibromialgia , imagine o que é ter dores pelo corpo todo, um cansaço tão grande que aos poucos vai limitando a minha vida, alguns dias fico sem energia e tarefas simples do cotidiano se tornam verdadeiramente impossíveis de concretizar. À noite, não consigo dormir, acordo constantemente, fico irritada, estressada, choro... Quando acordo estou mais cansada, mal consigo mexer meu corpo,uma rigidez sem explicação e as dores continuam presentes e até aumentam. Esqueço com facilidade os nomes das pessoas, o que estava a falar ou não me lembro de fatos que aconteceram, é como se a vida se apresentasse vazia. Uma dificuldade em me concentrar nas tarefas que envolvem a cognição e o intelecto, parece que nada sei, não consigo relacionar os fatos, as pessoas, por isso eu escrevo diariamente tudo que eu fiz, as tarefas que preciso fazer e eu sinto um medo imenso de esquecer alguma coisa importante. As tarefas que outras pessoas tomam por garantidas passam a ser enormemente difíceis, tudo me parece assustador. E é mesmo. Muitas pessoas ignoram, não acreditam, acham impossível alguém sentir tanta dor, por isso eu nem reclamo, fico quieta, afinal de nada servem as lamentações. Tenho procurado incansavelmente uma forma menos dolorida de viver, tudo que li até hoje sobre fibromialgia,nada consta sobre a cura, mas eu acredito na cura e eu vou confiar muito em Deus, vou ter muita fé e buscar o meu último limite para vencer.
Se me amas, procure entender isso, tem dias que estou sensível demais, tem dias que me atrapalho, tem dias que não posso estar presente e tem dias que eu esqueço de tanta coisa, é por isso que eu preciso tanto das pessoas que me dedicam amizade e respeito.

Eu prefiro viver com a estranheza de ser indefinida,
Do que ter a limitação imprecisa de buscar ser o que não sou.

<3

''Talvez viver uma incerteza é mais prazeroso do que estar vazio, inserido dentro de um nada, por um nada e muitas vezes sem saber o porque está ali.
Quando passamos a sentir as coisas que percorrem nossa alma, entendemos a verdadeira tradução da palavra Amor, quando sentimos o que a nossa alma necessita encontramos a direção que devemos seguir, mesmo sem saber o que encontraremos lá no final,nada importa, o que importa na verdade é satisfazer o momento, idealizar o que o coração pede, não devemos ter receios de frustrações, pois são elas que nos ensinam, é na dor que aprendemos a ser mais fortes, é na escuridão que aprendemos a dar valor a luz, luz que a vida nos proporciona com a incrível e simples magia de poder amar outra pessoa, poder sentir a energia que transpassa qualquer entendimento, é no calor humano que afogamos todo frio que o espirito implora por ir embora, é no riso que a boca despeja que encontramos as respostas que por muitas vezes ficam caladas diante de um coração frio e mudo, mudo por aquele que nunca o libertou, frio por aquele que sempre o deixou sem abrigo, alheio ao mundo, sem nunca se quer se importado em aquece-lo, conhece-lo e aproveita-lo, como seu melhor amigo,fiel a tudo que vida pode nos proporcionar. É ele que nos move, que nos mantem vivos, fisicamente e espiritualmente.''

Eu não sou louco, somente aprendi a viver, á dois metros do chão como o beija flor.

Uma das descobertas mais deliciosas da maturidade é a de que podemos viver muito melhor sem aquela enorme quantidade de coisas que antes acreditávamos “indispensáveis”, e de como a vida fica tão mais leve sem elas.

"VIVER É A COISA MAIS RARA DO MUNDO. A MAIORIA DAS PESSOAS APENAS EXISTE"

Felicidade não tem segredo. Mas só sente quem está vivo. E não quem finge, como grande parte dos indivíduos. Oscar Wilde profetizava que “viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe”. Algumas felicidades são tão compridas que não cabem na boca. Nem nos sonhos.

Sabe aquele bombom recheado com mousse e licor, foi abocanhado pela gula. O sorvete de cerejas com nata, escorrendo sem vergonha casquinha afora, evaporou. O por do sol multicor todo oferecido, esticando os últimos raios, pra seduzir quem o observava pasmo, foi dormir no meio de alguma nuvem vestida de edredom.

Já repararam nas músicas sobre felicidade? “Tristeza não tem fim; felicidade sim.” “A felicidade é como a pluma que o vento vai levando pelo ar.” “Felicidade foi embora e a saudade no meu peito ainda mora.” É felicidade que não acaba mais, se multiplicando nas letras da MPB.

A publicidade de um refrigerante todo esfuziante bota pra cantar em seu slogan e música. “Abra a felicidade, vem curtir comigo o dia já vem.” Marcas em profusão alardeiam a propriedade com firma reconhecida deste sentimento que, junto com a paz, é um dos mais cobiçados nesta vida.

Felicidade é êxtase. Paraíso. Levitação. Ir embora para Pasárgada e se esquecer de voltar. Mergulhar os pés depois de andar pela areia quente num abraço de mar, fresco e generoso. Ver o bebê arrotando, finalmente, depois de tomar com gosto a mamadeira dos deuses.

Reflexão espinhosa: dá pra ser feliz assim, com a alma nua e crua, andando sem pressa pelas estradas do acaso, apenas de mãos dadas com tão acalentador sentimento. Você consegue?

A inspirada escritora Adriana Falcão jura que “felicidade é um agora quer não tem pressa nenhuma”. Então, para com o reboliço, fica quieto, sente as vibrações em torno, apenas curtindo esse estado de nirvana explícito. Será que a ansiedade aguenta? — há controvérsias.

O filósofo Nietzsche atira seus dardos: “A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez”. Fernando Pessoa revela “Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido”. Por sua vez, Drummond rasga o verbo e arremata: “Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade”.

Pronto, ferrou. Precisava o Drummond nos colocar contra a parede das nossas aflições, fixar bem nos nossos olhos e dizer de um novo modo, conforme a parodia a seguir. Será que você consegue ser feliz à toa? Dono e proprietário exclusivo daquela felicidade virgem de carências, satisfeita só por constar nos experientes e folheados dicionários de lexicógrafos. Tem resposta pra isso, ou não?

Antônio Houaiss, mestre Aurélio, dentre outros dicionaristas sagazes nunca desistiram de correr atrás, como crianças caçando borboletas, da semântica dos vocábulos.

O que é mesmo ser feliz, hein? Ir a festas, bares, baladas, tomar todas, ficar com todas e todos, mexer o corpo até o sol raiar e o sono apertar. Que noitada, rapaziada. A cabeça mais inchada que a mitológica hidra, jura se vingar por todas as ressacas a que é submetida várias vezes durante a semana.

Transar enlouquecidamente é tudo de divino, selvagem e maravilhoso, vai discordar. E aquela bala hightech, puro ecstasy, que te ofereceram na semana passada. Tudo blue, Adão e Eva no paraíso, as visões grávidas de estrelas, cujas tonalidades nunca existiram no espectro solar. Vai entender.

A felicidade também é se agarrar com uma “branquinha” enrolar uma “verdinha” em forma de canudo e aspirar à onipotência de existir sobre todas as criaturas. Quanta inteligência repentina. E o cheirador fala sobre todos os assuntos, com imensa desenvoltura, como se tivesse passado dois anos de jejum absoluto, só ruminando bibliotecas direto do imponente e austero móvel do avô.

Haja sabedoria rodando na barriga, disputando espaço com as já irritadas alças do cólon intestinal. Felicidade é uma calça jeans azul e desbotada, berra um jovem idealista lá dos anos 1980. Banho de cachoeira mineira. Caminhada ecológica sobre feno dourado. Namoro esparramado de frente pra lua, mais redonda impossível. O primeiro beijo, o primeiro sutiã a gente nunca esquece. A primeira surra também. Aí costuramos uma infindável fileira de momentos virginais, feito rosário de novena, em ocasiões distintas do nosso dia a dia.

Passar no vestibular. Oh yeah. Formar-se na faculdade, ostentando a beca e o canudo na maior moral. Conhecer paisagens exóticas, horizontes intocados, aconchegar uma panda contra o peito, imitar passarinhos pra eles comerem alpiste direto na concha da nossa mão.

Uma criança outro dia contou bem baixinho pra sua mãe que gostava de ajudar pessoas sem nome, os meninos e meninas, atulhados de balas e doces, oferecidos na beira dos sinais vermelhos. Guloseimas que juram tornar mais leve a vida dos motoristas. A mãe ouviu e ficou preocupada, com o inesperado despojamento do garoto, que fugiu à cartilha dos ensinamentos paternos e resolveu abrir os afetos para perigosos estranhos. Todos do lado de fora da sua casa.

Walter D.Ehlers, herói de guerra americano, avisava sem alardear: “O segredo é não correr atrás das borboletas… É cuidar do jardim para que elas venham até você”. Acontece que a gente não aguenta né. Não basta admirar a rosa que se expõe irresistível na roseira. É preciso arrancá-la de lá. O passarinho, verde que nem uma folha será um periquito? Direto pra gaiola, já. Condenado a enfeitar na varanda nossas pequenas e esgarçadas alegrias.

Aristóteles sentenciava que “a felicidade é para quem se basta a si próprio”.

No filme “A Felicidade Não se Compra” de 1946, Frank Capra, James Stewart, Dona Reed, se imiscuem nas mensagens que permeiam a obra — cada um de nós é importante sobre a terra. Em “As Duas Faces da Felicidade” (Le Bonheur, 1965) de Agnès Varda, o enredo passeia entre imagens belíssimas e as contradições inerentes ao próprio sentimento, tantas vezes dúbio.

Um campo de girassóis explode em nossos olhos, uma ofuscante sensação se exibe sem culpas nem pudor. Então, dá pra ser feliz escancaradamente, sem achar que está, nos escuros cantos do coração, roubando de alguém uma farta porção de felicidade? Se deliciar longamente, em festas de aniversário, devorando pedaços de bolo com creme, esquecendo-se dos outros convivas.

Egoísmo incomoda como um calo no sapato. O bem-estar e as decorrentes fruições atiçam raiva e inveja em muita gente. Porque riqueza de espírito é algo que não se amealha, nem acumula, como gordas poupanças e investimentos bancários. A felicidade cresce e se anuncia dentro do peito, sem pressa e sem ruído.

O que se faz, entretanto, quando o voraz capitalismo e a publicidade teimam em plantar entre nossos desejos, inimagináveis e avassaladoras necessidades? A grande conquista é ter. Tenho, logo sou. Possuo, logo existo — ecoa a máxima nas luxuosas sociedades.

Uma dúvida: felicidade será irmã gêmea da alegria. Cordão umbilical da satisfação plena. Coro residual de gargalhada altissonante? Vai ver que não. Ela pode ser bem quieta. Discreta, mesmo. Deslocar-se pé ante pé no cotidiano. Deslumbrar-se em silêncio com o húmus das plantas amanhecidas. Os ovos do bem te vi, guardados com cautela, à espera de eclodir.

Felicidade pode ser assim também: uma felicidaaade larga toda a vida, que não cabe na boca, nas mãos. Não se acomoda nos seios, circunda as manhas do ventre, envolve as promessas delirantes das inquietas coxas. Sempre inquietas, essas coxas. Ahhh. Quem aguenta?

Graça Taguti

Nota: Crônica publicada na Revista Bula.

Busco viver
das alegrias diárias
sem pressa,
na simplicidade que a vida me dá!
Mesmo que, muitas vezes,
situações tristes apareçam,
que eu chore,
ainda assim,
tenho reservas de sobra
de amor-próprio para me sustentar!
Tenho pessoas
que me olham com e por Amor!
Laços que tenho feito
no decorrer do caminho!
E com eles aprendo
que respeito, amizade e gentileza
a gente guarda com carinho!

27/11/2015

Loucura é viver essa relação sem sal.
Loucura é o beijo sem açucar, sem pimenta.
É o beijo de quem apenas cumprimenta.
Loucura é ceder ao cotidiano e perder a intimidade.
Loucura é deixar para depois. É transformar o amor em lazer.
É fazer do amor um passatempo. Um simplório ato de prazer.
Loucura é desconhecer a casa, o corpo e os pontos do outro.
Loucura é viver essa insana normalidade entre quatro paredes.
Loucura é essa extrema lucidez sem fantasias.
Loucura é reprimir desejos e fetiches.
Loucura é acumular tensões e fatigar o amor.
Loucura é perder o toque, o tato, o lúdico da relação.

A pior coisa é viver sozinho.

Não podemos viver com medo de perder quem amamos.
Temos que aprender a dar valor enquanto o temos.
A vida passa depressa ,mas nossos amor é eterno.

A vida é tão curta, achar um brilho no meio do oceano, não é uma tarefa fácil! viver, presenciar, sentir cada momento juntos, a vida, até a morte se for possível, felicidade, tristeza, vários sentimentos em um dia só, cada minuto, cada hora, nós envelhecemos e olhamos a vida passar, lembrar, relembrar o passado, viver e morrer, o que é a vida, o que é a morte? Isso demonstra algum sentido em estarmos aqui? Estamos esperando por algo? Todos nós estamos? Mas todos esperando algo diferente? Seu próprio mundo
Suas próprias regras
Seus próprios pecados

O verdadeiro sentido da vida?
Acho que você viver sem medo de ser feliz
sempre continuando em frente dependendo do obstaculo.
lutando pelo o que você quer,
seguindo seus sonhos e conquistando
novas coisas... pra assim um dia você olhar pra isso tudo
e dizer ''Valeu a pena''

Quem aceitaria viver tal expectativa? Que amor suportaria tal dor? Só um coração que ama e crê, aceita sofrer pelo amado.

Feliz Natal!

A vida é tão frágil, por isso temos que viver o hoje, afinal, não sabemos se teremos um amanhã!

Pessoas são frágeis, por isso, temos que aproveitar o máximo de tempo com quem amamos, pois elas talvez também não estejam aqui amanhã!

Hoje eu aprendi a dar importância às pequenas coisas, aos pequenos gestos, aos simples momentos, mas que me revelaram uma gigante importância.

Então, neste Natal, viva intensamente cada segundo com todos que ama, afinal, sua ceia poderá ser biscoito água/sal e suco sem açúcar, mas o que mais sentirá falta será das pessoas que ama!

queria viver as saudades não vividas