Sentimento
Você me mandou um poema por mensagem hoje, nenhum bom dia, nenhum interesse de como eu estou apenas o poema. Você sempre soube da minha paixão por poesia e achei engraçado porque eu nunca contei isso a nenhum cara que me relacionei porque sempre achei que eles poderiam pensar que eu era uma “romântica-não-me-toque”, mas pra você eu disse, na primeira conversa longa que tivemos eu já tava soltando todos os meus segredos numerados e infantis. Você sempre conseguiu arrancar tudo de mim, minha melhor risada era sua, era tão sua que eu guardava as coisas engraçadas que eu ouvia pra contar pra você e rir com você e rir da sua gargalhada ‘soluçante’, minha melhor dor era sua, porque na verdade tudo em você me doía, quando você tava longe me doía a saudade, quando você estava perto me doía o tanto que te queria e nunca poderia ter, porque eu queria teu sangue nas minhas veias, eu queria tua respiração ofegante sobre meus poros, eu queria teus sonhos derramados no meu cansaço e querer demais é o caminho mais rápido para a frustração. Me assusta o modo que fico feliz quando você se lembra de mim, eu sei que de vez em quando você lembra, porque minha intensidade sempre foi o seu refúgio preferido quando você ta mergulhado na sua vida vazia. Eu com minhas manias você com suas certezas, eu te querendo pra agora, você me guardando no de vez em quando, eu te amando aos gritos, você me amando pelos cantos. Você sempre duvidou da gente, me lembro do dia que você me disse “e se eu me apaixonar por você? caminho sem volta”, prendi o choro e abracei você: Eu te espero na volta. Li o poema e comecei a pensar em uma resposta, agradecimento pela lembrança mas depois me lembrei o quanto você sempre gostou da minha transparência, de como sempre fui clara com você sobre tudo, se não era clara com as palavras era com o olhar, eu nunca menti pra você e decidi não responder, porque nada que eu falasse caberia no que eu queria dizer, porque nenhum agradecimento resumiria tudo que sinto em saber que você ta aqui, não aqui, mas ao alcance, ao alcance de toda essa minha saudade.
Então eu fico sentada em frente ao mar, ao nosso mar, aquele que por tantas vezes chamamos de nosso, que por tantas vezes testemunhou coisas tão nossas. Mas agora ele só testemunha a minha solidão sem você, eu começo a pensar que talvez ele chore quando me vê aqui nessas pedras, lembrando que um dia dissemos ‘pra sempre’ olhando pra ele. Mas hoje essa imensidão não me tortura, está contemplando o universo sem você, essas estrelas que juntas formam algo que nunca iremos alcançar não me deixa pela metade mais. Um dia você esteve aqui e o que vivemos foi tão real quanto esse vento que agora assanha meus cabelos. Um dia a gente falou que seria pra sempre mas quem disse que não foi? Foi o nosso pra sempre, fomos honesto com o nosso amor quando o vivemos por completo e hoje não resta nada de nosso nesse amor que é tão meu. Ao meu redor vejo casais e me pergunto se eles sentem o que a gente sentiu, se já se sentiram esmagados por um amor tão grande mas em contrapartida leves como uma pena ao vento. Será que tudo que sentimos foi tão forte que a vida pôs prazo de validade por ser tão injusto com quem não viveu nem metade do que nós? Eu não deixo de pensar que nosso curto tempo deixou faíscas que ainda me fazem rir do nada, que tudo que aprendi com você serão pontos luminosos na minha simples existência, que talvez o meu sempre durou o tempo que nós duramos. Um dia ouvi dizer que quando morremos revivemos nossos melhores momentos aqui na terra como se fosse um agrado do criador pela nossa passagem, não demorei muito pra desejar viver minhas melhores alegrias e não me surpreendeu ter a certeza que em todas elas você esteve lá.
"E se for para sentir, que eu venha sentir por completo.
Não tenho o costume de sentir meio calor, meio frio, meio amor...
Se eu sinto é completo, e se não for, prefiro não sentir absolutamente nada."
Vamos começar tudo de novo. Vamos deixar tudo o que já passou para lá. Chega de pensar nas coisas ruins, de atrair o que não faz bem. Vamos nos concentrar nas coisas boas. Vamos dar as mãos, caminhar lado a lado, sem destino, só nós dois. Vamos sorrir à toa, contar piadas sem graças, rir da cara de sono um do outro. Vamos ir dormir juntinhos em uma noite de sexta e acordar abraçadinhos na manhã de um domingo. Vamos passar um final de semana inteirinho no quarto, só nós dois, aproveitando a presença um do outro. Vamos esquecer do mundo lá fora, vamos focar só em nós. Vamos sair atrás de novos momentos, novas histórias, novas alegrias. Vamos ser felizes, vamos fazer coisas que nos deixam felizes. Vamos à uma montanha russa para gritar juntos e depois vamos à roda gigante para relaxarmos juntos. Vamos fazer clichês juntos, vamos tomar um sorvete na mesma taça e vamos dividir uma pipoca no cinema. Vamos ficar bem juntinhos, abraçadinhos no sofá em uma tarde de sábado, vamos trocar carinhos. Vamos começar tudo de novo, o que passou, passou. O que importa é o que vêm por agora, e seja lá o que vier, que venha com você.
Não adianta, só entendemos o que é a dor do outro quando sentimos igual. A teoria de tudo ser exagero fica para quem ainda teve a sorte de não ter sentido doer.
“Quando a gente ama é claro que a gente cuida...” – a gente cuida, preserva, mantém pertinho sempre que podemos – “... fala que se ama só que é da boca pra fora...” – quando 2 pessoas se querem, se gostam, fazem o que for pro seu amor acontecer, trocam olhares entre si, falam, falam e falam porque juntos se perdem no tempo – “... ou você me ama ou não está maduro...” – o que é maduro? Apaixonados e adultos? Certos e seguros de seus sentimentos? Sem qualquer modo ou incerteza de ir em frente? – “... Onde está você agora?” – por onde anda o meu amor quando não nos dias que nos vemos e finjo com gestos ou palavras o que sinto que há entre nós? Os dias não são mais os mesmos... e as segundas e quartas têm um poder especial sobre mim. A felicidade absoluta então me rodeia e quando vejo que 18h está pra chegar me vem uma tristeza bater à porta da sala. Ao mesmo tempo que penso em dar o grande passo e temo que somente tu faz com que esse meu amor seja tão proibido.
De repente a casa tornou-se grande...
E o baú das lembranças cheio, pesado.
Me sufoca o desperdício de oxigênio
E todo sentimento acumulado.
Quero o prazer e o deslumbre de sentir todas as minhas emoções...
Sentir... Viver... E ser todo o sentimento em mim...
AGORA
NUNCA MAIS
E PARA SEMPRE
Eu nunca lidei bem com sentimentos, nunca consegui compreendê-los, desvendá-los. Eu nunca consegui entender esse abismo de complicações em um relacionamento entre duas pessoas. Também nunca consegui entender como duas pessoas podem se amar, se querer tanto e não acabam dando certo, seus caminhos de alguma forma tornam-se diferentes. Para ser sincera eu nunca lidei bem e nem entendi essas coisas que vem de dentro da gente assim sem avisar, sem ter hora, sem ter razão. Nunca fiquei confortável como o coração pode acelerar tanto simplesmente com o toque ou a voz de outro alguém. Como o estômago pode ficar cheio de borboletas com saudade de outra pessoa e muito menos os sorrisos bobos dados sem esforço algum. Nem preciso dizer que tão pouco entendo o por quê sentimos essa necessidade mãos dadas, beijos roubados, tardes de domingos abraçados, das brincadeiras bobas, dos risos atoa. E para ser bem franca acho que nunca vou entender e nem lidar bem com esses sentimentos. Eu nunca lidei muito bem com sentimentos, nunca consegui entender o amor, só sei que amar uma pessoa é isso: sentir tudo e não conseguir explicar de onde toda intensidade vem.
Quando amamos, nós nos dedicamos. Mas quando não se ama mais, é difícil admitir a partida desse sentimento e ainda mais difícil amar de volta e com a mesma intensidade.
Estou no palco
Consigo te ver
Seu rosto.
Seu sorriso.
Sua vontade.
Seu desejo.
Seu orgulho.
Pra que se fazer de durona?
Essa maquiagem não esconde suas mentiras.
Você me quer!
Estou vendo.
Pra que se enganar?
Então beija esse otário!
Me provoca.
Perde seu tempo.
Eu sei!
Você me quer.
E ele é apenas um numero.
Otário.