Saudade Desconhecido
"Só quero fechar os olhos e mergulhar no seu desconhecido.
Estou cansado de ver rostos pálidos e mórbidos que me cercam.
Por que não deita comigo?
É tão difícil aceitar o que grita dentro de ti?
Vamos viajar juntos, como dois anjos por ai
Minha mente não descansa longe de ti
Agora me deito agonizando com meu corpo dormente e mente agitada.
Fico aqui a espera da morte.
Parece uma eternidade quando não estás aqui, do lado.
Ouço la no fundo sublimes dedilhados no piano,
Uma musica tão mórbida e fria que não sai mais de minha mente.
Recordação é um mundo desconhecido, não sabemos as emoções que estão a te fazer sorrir ou chorar. Por isso, penso hoje em sorri para nunca mais chorar.
Amedronto-me do desconhecido, imagino maldade no que penso, sofro com o que futuro. E tudo isto se baseia em nada.
...Foi na música que achei o tesouro desconhecido
Encontrei minhas maiores alegrias, aonde aliviei todas angustias.
Foi nela que encontrei o caminho para expressar a vida de seu melhor ângulo
Nela esperei os maiores amores e que desabrochei as maiores paixões.
Vou seguindo o desconhecido, mas o que me faz feliz...
Vou andando solitário com essa multidão...
Despertaram-se anjos e demônios...
Neste caminho feito por sorrisos e lagrimas...
Me sepultam os sonhos...
Em minha frente a morte e a vida...
Entre o chão e os céus me encontro...
Será que tenho um propósito?...
Respostas que não quero saber!...
Então vou seguindo o desconhecido, mas o que me faz feliz!...
As vezes custa-nos acreditar que viver nada mais é que caminhar longamente por caminhos desconhecidos!!!
Seria um telefonema a mais, mas não. Número desconhecido, ela atendeu distraída, mas não o suficiente para não reconhecer aquela voz.
[...]
“Não suporto mais essa distância, posso te ver?”
“Por que agora? Não estou entendendo”
“Só agora é maior que eu, só agora toda a saudade me consumiu!”
“Preciso desligar.”
Não houve resposta, mas a indiferença trouxe a tona sentimentos do passado, a dor e saudade, o amor correndo nas veias e o rancor que nem o tempo foi capaz de apagar por completo, haviam resquícios, esquecidos, mas estavam lá.
O telefone tocou novamente, ela hesitou, mas atendeu.
“Custa me escutar por um segundo, o amor não é pontual, você pensa que foi fácil pra mim? Eu sei que eu errei, mas já faz dois anos (Pausa)... E... Eu mudei.”
“Você me deixou no altar no dia que pensei que fosse o mais feliz da minha vida e a única coisa que me diz sobre isso é que mudou? Dois anos indignos que você sequer apareceu para se explicar.”
“Eu era um menino e eu não passei um dia sequer sem me lembrar de você e de minha falta de coragem, eu não podia assumir um compromisso, quer saber, eu tinha muito medo de ser feliz. E se só hoje estou ligando, é porque para mim não fácil criar coragem, ser digno para falar com você... Perdão.”
(Ambos choravam torrencialmente)
“Se é isso que você quer, está perdoado. Tchau.”
“Se você me amou, se existe amor, se você entende o que eu sinto, me dê outra chance. Olha, eu posso me casar com você agora, podemos ter os dois filhos que sonhamos naquele deck olhando a lua, lembra? A gente pode ser feliz para sempre, meu amor. Eu te prometo.”
“Pare, por favor. Ninguém precisa passar por isso. Esqueça o que passou, continue sua vidinha cômoda em Londres e me deixe em paz. Continue a fazer o que fazia antes, viaje, aproveite sua amada solteirice e não pense mais em mim, não espere nada de mim, esqueça...”
“Me escuta, por favor, meu Deus, eu te amo...”
“Mas isso não é tudo.”
E foi a última coisa que ele ouviu naquele telefonema. Sua consciência latejou de arrependimento, mas como ela havia dito, não bastava. Ele compreendeu que só estava colhendo o que um dia plantou e por fim, se conformou.
Os dois ainda se encontraram pela vida, afinal, o mundo é pequeno. E por trás de comprimentos e sorrisos formais, ficou um enorme baú de memórias que só, só nesses encontros se abriam em uma brechinha de lembrança, bem pequena, que é pra não doer.
Sinto que estou perto de cair, cair em algo profundo, me jogar de cabeça no desconhecido. Adrenalina, é isso que estou precisando, estou procurando insaciavelmente!
Algo novo, um sentido novo, uma nova forma de ser levado por essas vias conturbadas. Que mexa com meu coração, com a sensação. Que seja por inteiro, que não tenha volta e não tenha tempo para arrependimentos. Que seja intenso. Que seja novo todo dia. Que todo dia seja novo.
A vida, é como uma um porão escuro e desconhecido. Não sabemos o que e está lá, porém precisamos estar preparados!
Por você eu me doei, me entreguei, me despi de mim, mergulhei no desconhecido... mas foi assim, fazendo tudo por você que me encontrei.
Eu tento voltar no tempo, para poder inclinar meu queixo ao desconhecido, e me permitir receber um presente que, tardiamente, reconheci. Tarde talvez não seja a palavra exata, mas é a que, no momento, encaixa-se a sensação de perda do que não tive.
"Tenho medo do desconhecido... mas, principalmente, dos conhecidos que, na verdade, nunca soube quem eram".
Curiosidade é o primeiro passo que voce pode dar em direção ao desconhecido. Tudo bem se é só o primeiro eu não tenho pressa Se voce der mais um passo eu estendo a mão. E alcanço seu coração.
Que o vento me leve...
''Eu queria ter forcas para me abracar ao desconhecido e deixar que ele me carregasse pra bem longe de voce .
Mas ainda nao consigo deixar de sentir esta coisa que nao sei explicar.
Nao consigo deixar voce pra traz.
Nao sei desapegar do que sonho.
Porque quando sonho acredito
e quando acredito tenho vontade de tentar.
Mesmo que continuar trentando signifique continuar perdendo.
O vento nao tem forcas pra me carregar com ele.
Voce colou meus pes ao chao, a sua volta,
ao seu dispor.
Ao sabor da sua vontade.
Vontade que nunca vai combinar com a minha.
Vontade de deixar de ser sonho.
Vontade de ser realidade pra voce.''
Havia adormecido embalada pelo desejo do desconhecido, de aventurar-se a novos ares, de experimentar outros sabores. Sentia as dores dilacerantes das suas asas amputadas, e o vazio impreenchível do que seriam seus braços, mas, a todo instante lembrava-se que tudo aquilo fazia parte do seu desejo, da sua curiosidade.