Saudade de Filho que Estuda Fora
Bem te vi que te
O tempo passa e tenho saudade
Do meu bem te vi
Tão formoso
Tão delicado
Como é lindo
Acordar é suas melodias
Cantando sobre a casa
Volta logo meu bem te vi
Shirlei Miriam de Souza
HOJE
Tenho experimentado uma saudade doída,
De um tempo que agora, de longe avistado
Me parecia feliz, tão cheio de vida,
Mas, outrora, era só um pedaço do passado.
A lua parecia mais cheia, o céu mais pomposo,
O sol me acalentava, luminoso.
Tanto cheiro, tanto sabor, tanta energia.
Existir era uma aventura, uma alegoria.
Ainda amo a mesma lua exuberante,
Mas ela, agora, me parece uma visitante passageira,
Um dia cheia, outra já minguante,
Não é mais aquela esperada companheira.
Pela vida, ainda sou agradecida,
Mas uma gratidão educada, sem paixão,
Um “tanto faz” existencial, uma exaustão.
Uma visão desfocada, descolorida.
De um lado, um passado expectante,
No meio, um presente entediante,
E o futuro, este amigo derradeiro?
Ah, não se sabe o paradeiro.
Mas aí, chega um novo amanhecer,
A chuva se foi, o sol surgiu faceiro,
O presente, rebelde, se impõe, lisonjeiro.
“Estou aqui”, ele parece dizer.
Então, me curvo a ele, este presente onde moro,
Deixo o passado pra lá, na memória,
O futuro, este desconhecido, ignoro.
E percebo a verdade da minha e de cada história.
O presente é o verdadeiro PRESENTE a agradecer,
É o que nos faz andar pra frente,
Todos os dias, do amanhecer ao anoitecer.
Amanhã pode até ser diferente, mas cada HOJE é que é da gente.
(Elizeth Cunha Valle)
Mulher
Mulher,sentido da vida,
Que desperta a velha saudade,
A que cura velhas feridas.
Mulher,verdadeiro caminho,
Sentido reto, sempre,
Capaz de retirar todos os espinhos,
Capaz de carregar vida no ventre.
Espinhos de uma carne ferida,
Onde a dor é imensa,
Mulher,das subidas e descidas,
Mulher, de virtude intensa.
Mulher, que um homem cativa,
Com seu jeitinho gracioso,
Malícia de menina ativa,
O teu beijo é precioso.
Mulher, criatura bela e rara,
Frágil, meiga ou guerreira,
De pele escura ou de pele clara.
Travessa ou séria como uma freira.
Mulher que tanto ama,
Mulher que muito grita,
Atitudes rebeldes e insanas,
O meu simples âmago irrita.
Irrita,pelo mundo não reconhecer,
O valor dessa nobre criatura,
O seu jeito meigo de ser,
Enche o mundo fútil, de ternura.
Lourival Alves
FOTOGRAFIA
Quando a saudade bater
E no seu peito apertar
Quando o desejo nascer
E não querer mais parar,
Quando a vontade surgir
Quando o coração gritar
Quando não poder resistir
E por fim se entregar,
Olhe naquela gaveta
Que tem na escrivaninha,
Embaixo do seu diário
E olhe a fotografia.
Aquela lembrança antiga,
Que ali ainda está,
É todo o necessário
Pra te fazer lembrar.
Lembrar de todo o desejo
a vontade, a sintonia,
Lembrar de toda aquela época
E de como eram os dias.
Tu vais poder olhar,
E o que te vai despertar
Ao ver a fotografia.
O que eu faço com a saudade e a solidão? Pena que durante a vida não somos ensinados a tolera-las, a enfrenta-las com a nossa força e resistência. Falharam em nossa educação ao nos negar esses ensinamentos. Nos ensinaram a viver sempre em companhia, isso foi um erro.
Eu gosto de como a saudade nos encanta. Pensem, se foi bom, dá saudades, se foi ruim, há uma certa saudade também, e, se não aconteceu, deixa uma saudade do que poderia ter sido. O que somos nós senão seres cheios de saudades?
Pare de se importar.
Uma hora a dor passa, a tristeza diminui, a saudade para de fazer sentido; Se não passar, no seu velório tudo vai acabar, aí fica tudo bem.
Quando a saudade toca o ser
No momento o desfaz
Corrói o cabra por dentro
Com sua fome voraz
E como se fosse vidraça
Quando quebra despedaça
E juntar, não junta mais.
Ah, saudade! quantas vezes já lhe disse que hoje não era uma bom dia para você me visitar? volte outro dia. /i