Poeta
AMANTE
Sidney Santos
Ah, se doceiro eu fosse
Aprontaria um doce
Pra tua vida adoçar
Se jardineiro eu fosse
Plantaria uma flor
Pra tua vida enfeitar
Acontece que sou um amante
E poeta em instantes
Flores não sei plantar
Doces não sei fazer
Os versos que sei cantar
São plenos em ti dizer
Têm o aroma da flor
E doce sabor do amor
Poeta dos Sonhos
Pescaria
Estava eu a pescar...
Em alto mar a enjoar...
Quando no anzol senti um fisgar...
Uma luta de avançar e ceder...
Uma briga das boas...
Até que... A luta venci...
Puxei... Puxei... Puxei...
E a Sereia na beira do barco surgiu...
Linda com o sorriso nos lábios...
Estendeu sua mão e o anzol devolveu...
Era uma brincadeira de Sereia...
Só elas, sabem a magia, e os encantos do mar...
Também sabem se defender de nós, pescadores pecadores...
Em meio as ondas baixas do alto mar...
Ela, um beijo lançou...Depois disso partiu...
A Grande Matemática da Vida
Gosto de amigos que Dividem, Multiplicam e Adicionam:
Dividem sorrisos gratuitos e gostosos...
Multiplicam palavras boas e bonitas pelo mundo...
E...
Adicionam ideias legais comigo...
Aos que me subtraem...
Digo adeus...
Amigo que é amigo...
Divide, Multiplica e adiciona...
Mas nunca subtrai o outro...
Bye Bye proceis...
MARINHEIRO DO AMOR
SIDNEY SANTOS
Navegando mar revolto
Arribei porto inseguro
Ficando meu barco solto
Nas ondas do sem futuro
Pés marcando a areia
Cabelos ao sabor do vento
Colo moreno sereia
Encontro do meu momento
Fado da minha calma
Destino do meu caminho
Paz pra minh’alma
Fonte clara de carinho
O sol atrás da colina
Libera um facho de luz
Retido nas mãos da menina
Que agora o barco conduz
BARCO À VELA
Sidney Santos
Barco à vela
Para o pintor, uma tela
Cores lindas em aquarela
Para o escultor
Um troféu
Horizonte e linha do céu
Para o poeta,
Um momento
Canto de liberdade
A seu lado sabor do vento
Para trás, uma saudade
Santos, um domingo de abril de 2012 as 12:30h
Poeta dos Sonhos
A gente canta dores alheias, sentimentos forasteiros, dedilha lágrima perdida num rosto de um outro alguém e no final, acaba sendo recitado um pouco da gente também...
RITO
Sidney Santos
Doce mel da tua boca
Um forte desejo
Uma vontade louca
Sabor do teu beijo
Calor do teu abraço
Corpos juntinhos
Ato em laço
Dose de carinho
Lado à lado
Ondas de calor
Doce pecado
Rito de amor
Estou certo de que nem sempre acerto
Mas por certo, o acerto me faz crer
Que nem sempre o que é certo está tão certo
Pois o erro propõe o aprender.
Muitas vezes errando, acerto tanto
Que depois do encanto e desencanto
Vejo o saldo de tudo em positivo.
Se não sou um exemplo a ser seguido
Vou viver sem fingir, desiludido,
Acertando e errando enquanto “vivo”.
Desistirei do futuro quando me esquecer do passado , nem tudo que faço me agrada mas quero tudo que faço com intusiasmo.