Poesia sobre poesia
Reflexão
Um produtor rural
Antes de fazer sua plantação
Ele passa o arado sobre a terra
E logo após o preparo do solo
Semeia-se as sementes
Para poder colher bons frutos do que ele plantou
Resumindo
Plante boas sementes para colher seus bons frutos
Pense sempre antes de falar
Reflita sobre suas palavras
Para não se tornar refém delas
Uma vida de reflexão te ajuda
A manter sempre os pés no chão
E faz a vida ser mais leve
Então seja sempre ponderado
Em suas ações cotidianas.
Deus faz tudo com perfeição...
O que escorre sobre você pode servir para gerar ou alimentar outras vidas se estiver firmado, na verdade, e demonstrar obediência.
Descontrolado
Quem manda no coração?
Ter o domínio sobre os sentimentos.
Controlar cada pulsar do sangue.
Compassar cada batida no peito,
Parar com o fluxo desacelerando
E quando esse músculo é surpreendido pela paixão?
O que fazer desse órgão tão complexo?
Ele não obedece normas, não enxerga, não se importa com conceitos,
a razão . que razão?
Quem controla um coração?
.
Kel Vieira52
Uma Carta aos Pais e Adultos:
Em vez de fazer julgamentos de valor sobre o desempenho individual, precisamos entender o potencial de cada indivíduo. Minha infância foi passada em uma caixa de bolhas sem os meios estratégicos para ser um cidadão global. Qual é o prognóstico para esta infância: um adulto vulnerável, higiênico, patológico, medroso, inseguro, sensível, ansioso, em pânico e tímido?
Os adultos não seriam mais tolerantes com todos os nossos desejos de contribuir para uma sociedade hedonista protegendo nossos filhos da adversidade, dizendo o que eles dizem por meio de elogios falsos e não ensinando as consequências do mundo real?
MATÉRIA-PRIMA
Sobre a inspiração eleva cada soneto
Num operoso desígnio, do viver dado
Que dum coração o versejar é traçado
Com poético alfabeto do sentir secreto
Dentre tantos termos, um tão predileto
O do amor, rima por rima, ali realçado
Moldados com cuidado, ilusão, alado
Mas, sempre n’alma o desejo inquieto
Sobre o andaime de uma imaginação
O suposto a erguer a sensação pura
Onde o poeta: sonha, ideia, ri e sente
Criando momentos, velando ternura
Com emoção, paciência e interação...
Rudimentos, no sentimento presente
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30 janeiro, 2023, 18'42” – Araguari, MG
E o que diz a lei?
Sobre ela não tenho muito a questionar, afinal muitas vezes nos vemos diante das mais concretas provas e nem assim conseguimos provar a realidade dos fatos. Enquanto isso, muitos se aproveitam da "justiça cega" e disseminam o ódio, o rancor e por fim a vingança. Estamos muito aquém dos nobres animais que caçam para sobreviver e deixam ao longo do caminho possíveis resquícios para uma nova evolução. Estes, providenciam com as suas investidas a renovação da espécie, sem cobrar nada de Deus, tampouco se martirizam diante do fracasso da sua caça.
E nós, até quando viveremos fugindo do predador que nos olha diariamente diante do nosso espelho?
(N.L)
Ponha-me como um selo sobre o seu coração,
como um selo sobre a sua mão esquerda,
pois o amor é tão forte quanto a morte,
marca, sela, finca, mostra de quem é propriedade.
As muitas águas não conseguem apagar um verdadeiro amor,
nem os rios o conseguem submergi-lo e tão pouco as tempestades da vida o levariam pela correnteza para longe, pois ele está dentro, no íntimo do mais puro sentimento, sendo morada permanente, pertencente à aquele que sabe que é amor de verdade, não pela metade, mas de corpo e alma, inteiro para você e por você amor da minha vida, meu amor verdadeiro.
Sobre sentir
É tão estranho e tão real sentir saudade
É difícil, gostoso, confuso e de verdade
É tanta, que nem sei o que fazer com ela
Saudade que aperta, conforta e até liberta
Com ela, estou brincando de ser feliz.
Vou lembrando da coisa boa que é você
Um sentimento que pra ter
Só com muita maturidade
Mas que vontade de ser imatura agora
Largar tudo, dar meia volta e só ir te ver
E assim matar um pouco desse sentimento
Que é tão bom, mas que quando aperta demais...
Droga.
RESSURGIR
Desmesuradamente o silêncio no verso doía
Sobre uma saudade que no peito era poente
A angústia que ao sentir não mais consumia
Rompendo e assaltando a quietude da mente
E, cá no cerrado a tarde melancólica anoitecia
E um soluço seco no vazio se fazia de repente
Escorrendo pela poesia com uma tal vertente
Emoção... e sobrepondo a noite a luz do dia
Assim, sem medida, a poética se pôs tirania
Fazendo da prosa tortura no seu conteúdo
Tentando não dizer o que fatalmente dizia
Então, o meu sentimento vagou pelo infinito
E a sensação em um rugir, num rugir mudo
Impelindo tudo, em um grito aflito, aflito grito!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
01 fevereiro, 2023, 21’00” – Araguari, MG
Eu hoje percebi que sempre fui o mesmo, por um tempo parei de imaginar, parei de refletir sobre as coisas imagináveis que sentia a necessidade de realizar, "coisas pequenas", tipo: salvar pessoas, lutar em uma guerra, extinguir a fome mundial.
Percebi que parei, mas percebi que não podia parar, percebi que precisava continuar, pois nem sempre o que imagina é o que realiza, mesmo assim é tido como esperançoso e a esperança inspira.
Percebi que não escrever me fez parar, percebi que precisamos escrever, imaginar, ter esperança e inspirar.
"Próximo da virada de mais um ano, é propício um balanço sobre nossos desejos que se frustraram, sonhos que não se concretizaram e tantos planos que se perderam em meio ao vão das ações infrutíferas.
E se você consegue fazer isso, sem se atirar em lamúrias ou vitimização, mas retirando de cada parte um tanto de aprendizado e verdadeira gratidão, então meu dileto amigo, você perceberá que apesar de tudo, este foi um bom ano, e mais que isso, acredite, nele terá plantado as sementes para fazer do próximo o melhor ano da sua vida."
Sobre a diferença entre o favor e o milagre.
O favor, é quando o Divino favorece dentro ainda do campo da naturalidade. E o milagre opera, quando o que é natural, não pode fazer.
Uma das coisas mais significativas dessa tua partida foi que enquanto eu me perguntava sobre a ausência de uma última despedida, como sempre me preocupava boca vestida. A falta daquelas palavras que deixam a alma despida era o que por muito tempo me prendia. Era filme que se repetia, acho que já era tricologia sem expectativa.
Já passava da quinta hora de um novo dia e eu envolto em uma conversa amiga, daquelas descontraídas e regadas a doses de palavras honestas, mesmo que ardidas. Parecia tequila, talvez fosse tequila. Esse velho amigo me alertou um detalhe clássico do roteiro interpretado. - Qual seria o problema daquela partida sem conversa estabelecida? Completou afirmando: Talvez fique para outra quinta ou outra vida. Eu via clareza no que eu dizia.
Passei tanto tempo focando no roteiro e do outro e pelo meu fiz pouco. Isso não era de esboço pronto, era passo após o outro e sim com esforço.
Aos poucos me liberei das trevas da tal última conversa e rumei feito caravela a superação daquelas curvas tão belas.
As pessoas dialogam comigo sobre a teoria do tudo e mostro-lhes o meu ponto de vista, e elas ao me ouvirem replicam com seus pressuposto, exatidão de opinião, agraciando meus ouvidos com elogios.
``Você é uma pessoa boa, tú é bacana´´. E, os decepciono com explicita treplica. `` não sou bom´´ sou Humano.
Procuro sempre ser melhor.
E, os enfureço!
Pois acostumaram-se apenas em fazer observâncias
de atos, ou qualidades do seu comum agrado.
Porém advirto à todos que somos de igual atitude.
Temos boa índole e também índole contraria, em minha observância.
Escrever sobre a degustação de um vinho
É destruí por pedaços
Fragmentos das sensações e suas maresias.
A aparência nos diz muito...
muito pouco do que se sabe sobre alguém;
A atitude nos diz muito...
muito mais do que se sabe sobre alguém;
Portanto, não nos cabe concluir análises sobre ninguém,
pois, entre a aparência e a essência,
há um SER inconcluso...
que também habita em nós. (05/02/2023)
Sobre mim... (Para uma turma bacana de alunos, em 2023)
(Quem sou eu?)
Sou Lídia, filha de Ildete e de Ananias. Meus pais têm
mais dois filhos, que são meus irmãos: Isaac e Tiago.
Eu sou a caçula deles, e por muito tempo também fui
a caçula da minha avó, dos meus tios e dos meus
primos, mas logo nasceram mais crianças na família e
eu permaneci sendo a caçula apenas dos meus pais e
dos meus irmãos.
(Como sou fisicamente?)
Quando eu tinha 12 anos era uma criança bem alta,
mas parece que logo parei de crescer também e
agora sou baixinha, mas nem tanto. Tenho 1, 65
metros. Mas o que mais gosto é de como é o meu
cabelo. Eles são enormes, mas diferente dos da
Rapunzel. Eu tenho um cabelo black power bem
grande e muito bonito! Faz uns cachinhos bem legais
e parece uma almofadinha de tão fofo. Lá em casa só
eu tenho os cabelos assim, mas acho que meus
irmãos também teriam se deixassem crescer.
(Como sou emocionalmente?)
Costumo ser meio chorona, às vezes. Antes eu tinha
vergonha de chorar, mas aprendi que não tem
problema nenhum deixar algumas lágrimas cair
quando a gente precisa. Minha vó dizia que é melhor
guardar dinheiro do que choro. Mas além de meio
chorona, também fico bravinha quando me sinto
chateada ou injustiçada. Também aprendi que é
normal, mas tenho que deixar de querer resolver as
coisas quando estou assim, pois é sempre melhor
pensar um pouco mais.
(Que sonho quero realizar?)
Tenho o sonho de viajar, viajar muito pelo meu país e
pelo país dos outros. Queria passar um ano inteiro só
viajando, mas às vezes fico pensando que é só sonho
mesmo e melhor dormir para realizá-los, mas se eu
conseguir fazer pelo menos uma viagem ao ano, já
serei feliz demais!
Será que temos mesmo o poder sobre nossos pensamentos?
Ou eles nos fazem acreditar que temos por alguns instantes por capricho de suas manipulações?
Será que temos mesmo o poder sobre nossos pensamentos?
Ou somos carcaças de fantoches controlados por ilustrações e fantasiosas ilusões?
Deito meu olhar sobre o mar,
no instante em que a onda
mansamente toca meus pés,
trazendo vontades
não sei de onde,
nem de quê.
Ternas lembranças me percorrem
e um riso incerto voa,
saudoso das asas poéticas Pessoais
do mar salgado de Portugal.
Sou ungido
das tuas águas,
ó mar!
Sinto-me doce
ante teu sal.