Poesia Curta
Queria te fazer feliz, mas talvez eu suma
queria te trazer pra mim, mas eu nunca trago.
lembro de você sempre que eu fumo, é que você era quente igual a ponta do meu cigarro.
E some do pensamento sempre depois do ultimo trago.
DÉCIMO SEGUNDO HEXÁSTICO
Onde some o ser humano
resta tão-somente o homem
prisioneiro do si mesmo
fluídico e sem forma própria
agrilhoado à sua caverna
é sombra sem a luz do dia
Já na minha alma se apagam
As alegrias que eu tive;
Só quem ama tem tristezas,
Mas quem não ama não vive
De Saudades vou morrendo
E na morte vou pensando:
Meu amor, por que partiste,
Sem me dizer até quando?
DÉCIMO TERCEIRO HEXÁSTICO
não bastais com incompetência
até quando há de sangrar
a miserável paciência
manada rum’ao precipício
metadestino imanente
glória do rei concupiscente
Trabalho
Há pessoas que fariam o dobro do que você faz pela metade que você ganha. Por isso, valorize o seu emprego.
Foi amando que encontrei as respostas tormentosas, duras, gélidas, injustas mas necessárias.
Amando intensamente desisti daquilo que era inútil e que nunca seria realidade mas tudo isso se alcança, amando.
DÉCIMO QUARTO HEXÁSTICO
o discurso e a modernitude
túnicas de líquidas almas
escarros de um mesmo beijo
adubam todas mentes dóceis
sombras eternas do humano
presas na tumba do decano
Na vida, a cada passo, passo,
presa ao caminho, feito nó,
na esperança, sem desfazer o laço
pois é sabido que o fim é o pó
Passo e volto e tenho pelo passo, apreço,
vivendo sempre a crença dos felizes,
sem pressa, buscando o que mereço
mesmo que alguns passos levem a deslizes
"Me sinto livre nos corações das palavras, nelas, cada batida descongestiona as vias das linhas, dando a cada ponto final, um novo começo, e a cada vírgula, uma pausa que faz andar a vida".
Gleydson Sampaio das Neves
DÉCIMO QUINTO HEXÁSTICO
canalhas de plantão venceram!?
‒ virtude e ética não se fazem dos seus atos ‒
dignidade só restará
quando só consciência plena
no horizonte fixar a pena
de toda liberdade eterna
Rabisco nas nuvens
pensamentos absortos
pequenos relâmpagos faíscam
e abraçam o imponderável.
Toda palavra é precipício e salvação
chuviscos dentro da alma
invadindo o porão de lembranças.
Versos
Todos somos versos
Alguns são versos ditos
Outros escritos
Mas sempre previstos
Na alma
No coração que transborda sentimento
Que procura por consentimento para ser livre .
Desejo
Talvez tenha sido muito
Mas o meu desejo por você
É composto de intensidade
Aprimorado na sua composição.
DÉCIMO SEXTO HEXÁSTICO
minha boca tão assim calada
meu corpo tão assim distante
meu abraço jamais revelado
justificam minha desordem
imanência de qualquer nada
neste abstrato mundo líquido
Cores maravilhosas
Em nuvens formosas,
O céu brinca de me hipnotizar
Enquanto estou a olhar
Esse maravilhoso lugar,
Ninguém precisa estar
No vigésimo andar
Para poder observar,
Basta prestar atenção
E verá então
Maravilhas que parecem ilusão.
DÉCIMO SÉTIMO HEXÁSTICO
baila com a modernidade
sem consciência quaisquer
como um anjo desgarrado
sem qualquer virtude ou ética
de toda sorte miserável
todo sujeito pós-moderno
Não era um amor comum.
Era daqueles amores de encher os olhos e a vida.
Amor de tatuar beijos na pele, amor de impregnar cheiros na alma.
Mas se tornou amor de guardar, amor de lembranças.
- Flavia Grando
DÉCIMO OITAVO HEXÁSTICO
homens de vidro… transparentes
andarilhos faltos… ocultos…
invisíveis todos... carentes…
estilhaçados na caverna
escravos de única pauta
que lhes oprimem e governam
DÉCIMO NONO HEXÁSTICO
transcende teu aqui e agora
conhecer faz-se necessário
muda de pele como a cobra
germina como nova espiga
nela todo milho é santo
onde todo verbo é vida