Poema de Pablo Neruda Crepusculario
POESIA PERDIDA
Poesia perdida
Não é a que não foi lida
Não é a que não foi recitada
Não é a que nao foi escutada
Não é a que não foi copiada...
Poesia perdida
É a que não foi escrita
É a que não foi terminada
É a que o poeta não externou...
É a que não foi pro papel.
Por que te olho tanto?
Eu fico me perguntando isso, será que eu tenho medo de te esquecer?
Será que eu só quero que você olhe de volta?
Será que eu estou mapeando o seu rosto?
Será? Será?
Eu não sei.
Eu não sei porque te olho.
Mas eu sei, eu sei como eu te olho.
Eu te olho como o nordestino olha para céu bonito pra chover.
Eu te olho como o paulista olha pra um dia limpo.
Eu te olho como um artista olha o quadro dos seus sonhos, como um chef olha um pranto pronto, como se olha o por do sol, a chuva na janela, a neve a montanha, como se olha para um grande amor.
Eu sei eu sei, mas eu sou assim, melodramático, já tentei ser diferente, mas não consigo, e eu sei porque não consigo eu não consigo porque não quero.
A verdade é que me faz bem, te olhar, te amar.
Amar, tá aí outra coisa que não sei explicar.
Mas até hoje nunca ouvi falar de alguém que soube.
Más sei como te amo.
Te amo, como o paulista ama um dia de folga, como um nordestino ama a terra molhada, como um poeta ama a musa tão sonhada.
Te amo.
A inveja é uma esponja
que apesar da imensidão
do mar
quer pra si
a porção de água
que já está
em outro
entranhada.
Eu não escrevo pra exorcizar o meu medo
Eu escrevo pra transbordar minha loucura
Eu escrevo por que foi a única utilidade
Que encontrei pra minha dor
Eu escrevo pra não explodir de raiva
E nem de amor
Eu escrevo por que só
Quem experimentou a vida
Sabe o horror de mastigar
E ter de engolir a ferida
Quando chegar a hora
De ser quem tu és
Esquece todas as outras abordagens
Mostra teus originais bordados
Não deixe que puxem o fio
Do centro de tudo, que te move.
Fui edema, celeuma.
Nocauteada, certeza.
Fui oceano, super-humano.
Mapa múndi, engano.
Hoje brisa, mansa.
Desejo forte de ser genuína:
Sem ira!
Só não posso mais adiar,
Arriscar é preciso
Me jogo, agora,
No abismo de mim mesma:
Então,
Somente eu
Sem dó, nó
Recomeço sem só.
Até meu físico fica ferido
Quando por você
Não sou correspondido
Adoeço do dente ao dedo
E anoiteço quando ainda é cedo
E se nunca mais te vejo
Ensurdeço
E só depois de muito tempo
Te esqueço.
Eu percebi o absurdo do mundo
De repente,
De dentro do meu quarto escuro.
Solidão se faz com muitos aos poucos.
Até entender que para ser feliz
Basta estar de bem com a ponta do nariz.
Sou feita de sonhos, com uma música que toca aqui dentro da minha mente...que fala de amor, feita de gotas de realidade, de lágrimas que querem sorrir, de desejos de dias melhores...
Sou feita do bem que cura o mal, do amor que perdoa, da fé que salva, do silêncio que explica...
Sou a mão que tenta te levantar, o abraço que acalma.
Quero te dar sono em um momento turbulento e te fazer sorrir mesmos em dias de tempestade.
Te darei a semente... quero vê você colher seus frutos, quero vê vc vencer e principalmente vencer seus medos. Pois por mais alto que estejam os frutos, acredito que você é forte suficiente para alcança-los, lembre-se quanto maior for a distância, mas prazerosa será a chegada.
- Soll Alcantara
Se amadurar
Dê repente.
Um ninho quentinho.
Um balançar suave.
O aconchego da mãe. E sonhar.....
Era bom flutuar e respirar nesse
Paraiso de amor e ternura; feito peixe.
Sabia não precisar de mais nada.
Já me acostumara. Não sabia o que era.
Mas a gente se acostuma fácil. Com é bom.
Ouvia vozes terna, vinda do lado de
Fora. Momentos de outros tempos.
Sendo tecido, pelos enamorados.
E descansava confiante.
Estava no Paraíso.
Em algum estante. Rompesse feito
Bolsa. E um frio envolve todo meu
Ser. Mãos para todos os lados.
Luzes que faziam arder, minhas pupilas.
E um tapa....
Verte-se pela primeira vez.
Águas da bolsa, por meus olhos.
E dali; em diante.
Ainda sinto a saudade daquele paraíso.
A aprendi a passar.
E; se amadurar.
Para os próximos momentos
descortinando, que
Eram apenas. Formas de adaptação.
Para novos lugares. E para novos sentidos.
Para se alojar.
No ventre da Mãe.
Marcos fereS
De Que Lado? -
No momento em que a barata
ainda respirava e se mexia,
e o pé do cristão avançava,
descia,
de que lado Deus estava?
O que pensava?
O que fazia?
Samba-enredo com escolas
na avenida, desfilando.
Gafieira, vou sambando
ao som do mestre Cartola.
Com cavaco ou viola,
componho samba-canção,
ou de Ary, exaltação.
De breque, partido-alto,
no morro ou no asfalto,
canto samba com emoção.
Era enorme a pedra do caminho.
Sobre ela, sentei e relaxei.
Naquele raro instante, sozinho,
me entreguei.
Poderia gravar em muros. Tom vermelho sangue. Usando somente as unhas das mãos, escreveria o quanto a solidão me faz companhia. Riscando e riscando até o sangue ser tinta. A dor como matéria prima. Esse seria meu tributo original. Tudo estaria em lingua antiga. Iniciaria em latin e terminaria em yorubá. Pontos e vírgulas estariam dispensados. Quando a carne nas extrimidades dos dedos
já não existissem. Quando o próprio osso fizesse ranger, alternaria com a outra mão. Verdadeiro manifesto de amantes. Daquele dia em diante, aqueles que por alipassarem não conseguirão evitar tamanha contemplação, ajoelharao. A parede fria seria beijada como se beijassem as feridas de jesus ainda cruas. Bem ali, seria constituído ponto de oferenda para os diferentes deuses. Sacro muro. Pagãos seriam bem vindos. Ratos encontrariam verdadeiros banquetes. Baratas dançariam em sincronia com outros insetos. Mariposas teriam refúgio à sombra do muro. Nada poderia ser profanado. O pé que ali pisar, untado em azeite deverá estar. A boca que ali abrir, em vinagre terá sido inundada.
Tudo terminaria assim:
para ela,
solidão
minha algoz e fiel companheira
Então... -
Podemos,
com entusiasmo,
falar, pensar em coisas sem limites.
Mas
devemos,
com cuidado,
limitar certas coisas.
Verso livre 17/11/20
E aí tudo bom,
Só passando pra deixar uma mensagem,
Já me adianto,
Não sou profeta,
Nem prevejo o futuro,
Sou poeta e um pouco de tudo,
Esse é o meu resumo,
Seja mais social,
Fora das redes,
Tu não é baiano,
Sai da rede!,
Fica na boa, fica na paz,
Não procure briga,
Não tire vidas,
Isso o governo já faz,
Coloca o povo contra o povo,
Ninguém aguenta mais,
Faça amigos,
Faça de verdade,
Os não verdadeiros,
Se revelarão,
Cedo ou tarde,
Conheça uma mina,
Troque uma idéia,
Às vezes é tiriça,
Mas pode ser Cinderela,
Objetos são só objetos,
Dê valor nas coisas simples,
A momentos que não voltam mais,
Seja esperto,
Nós já perdemos tempo de mais,
Abra a mente,
São novos tempos,
Novos e diferentes,
Como o Sid dizia,
A mudança vem da gente,
Presidente?,
Só se for no sentido figurado,
São atores,
Fazem o que foi mandado,
Se tu acha que o teatro é só aqui,
Tá enganado,
Cuidado com o condicionamento mental,
Arma letal,
Fomos alvejados,
Mas ainda existe o bem e o mal,
O conflito não é físico,
É espiritual,
Somos humanos,
Somos iguais,
Pra resolver o problema da discriminação,
Ninguém corre atrás,
Fica de olho,
Não só querem sua liberdade,
Como também sua felicidade,
Abra um sorriso,
Você é o foco de tudo isso,
Na sua vida você é o tema,
Você é quem faz seu dia,
A sua história,
E não o sistema,
Fica com Deus,
E até a próxima,
Tô sempre por aí,
A gente se tromba.
Adner Fabrício
Uma mulher 07/12/20
Conheci uma mulher,
Não faz muito tempo,
Trocamos umas ideias,
Fomos nos conhecendo,
Gostei da sua vibe,
E descobri um pouco sobre sua personalidade,
É brava e estressada,
Levando em conta como as coisas vão,
Não julgo,
Não pega nada,
Tem um coração enorme,
E não liga de ajudar o próximo,
Numa sociedade tão egoísta,
Ela soma pontos,
Tem seu lado emotivo,
Se diz chorona,
E bem,
Se as emoções existem,
É para que venham à tona,
Se machuca,
Ao guardar as coisas só para ti,
Espero que ela saiba,
Que de agora em diante,
Sempre estarei disposto a ouvir,
É ansiosa como eu,
Hoje em dia muitos são,
Problema atual da nossa população,
É romântica mas não é santa,
Se é verdade ou não,
Só se descobre na cama,
Gosta de um chocolate,
Para adoçar a vida,
Hormônio do amor, oxitocina,
Gosta de sair,
Curtir um rolê,
Opção alternativa,
Ficar em casa e um filme ver,
É aleatória como eu sou,
Fazer sentido que nada,
Esse tempo já passou,
Ama ir à igreja louvar o senhor,
Reconhece o seu valor,
Pois é ele que nos torna firmes,
Em momentos de dor.
Adner Fabrício
Solitária flor colhida ao tempo,
Simples, bela, frágil flor.
Tão sedutor cavalheiro a levou
E a flor ali em suas mãos,
A viajar pra longe,
De encontro a perdição.
🌻
Uma magia, um clarão,
Pequena flor se apaixonou...
Em sua mão antes flor,
Agora bate um coração.
🌻
Amado cavalheiro andante!
Desvendei só neste instante,
Teu mistério, teu poder...
Vens sedutor, sorrateiro e mansinho,
Colhendo flores pelo caminho
E depois às faz sofrerem!
🌻
Quão maldita diversão...
Coleciona corações ?
Despertou a maldição,
Por causar tanto sofrer!
🌻
Mas cuidado cavalheiro!
Vais passar por um terreiro
E verás tão bela flor...
Aquela flor de coleção,
Que você jogou no chão,
Depois que a recolheu.
Brotou forte a raiz,
A beleza desta ae
Chamará sua atenção...
🌻
Descuidado e confiante,
Encantado com o aroma fascinante,
Veio a flor colher.
Mas não sabe o cavalheiro!
Que a flor desse terreiro,
Nunca vais te pertencer.
🌻
Delicada impressão,
Tão sozinha ali no tempo.
Mas será o seu tormento,
E quiseres recolher!
🌻
Antes frágil e linda flor...
Hoje forte e feiticeira!
Ao toca-la com carinho,
Seus espinhos bem fininho,
Ferirá em tuas mãos...
E o veneno desta flor,
Causa delírios e dor
E é fatal ao coração.
🌻