Noite
Oração
A noite vai longa,
E sopra um vento vindo do norte, esquizofrénico.
Oro descontido, cúmplice de um amor silencioso... túrgido de significados,
De "fodidos" medos...
O de morte,
O da morte...
A noite vai longa,
Calórica nas emoções, aguçada de semântica,
Enquanto no meu palácio, quatro olhos puros me focam, que me conectam...
No Palato os "fodidos" medos...
Medo de que a luz se apague,
E que a alma se despegue,
E que eu tenha de fazer uma petição a Deus...
Para que a oração da esperança não tenda a desobedecer-me,
Não me force,
Não me tente,
Não me seduza...
Numa noite estrelada, onde as pessoas estavam afastadas de mim, eu refletia "por que as estrelas são tão brilhantes?".. ao olhar para as estrelas eu sentia tanta liberdade, tanta pureza .. tudo isso me fazia chorar. Eu estava há muito tempo sem ver um céu tão belo como este.
Isso me deixou leve, apesar de sentir tristeza.
Revelação e Magia
Noite sem luar, apenas estrelas a encantar
Numa floresta de árvores anciães, apenas gélidos sussurros
Vozes ecoam virginais cânticos imemoriais
Tambores cadenciam danças ao encantar da natureza
Roda de fogo traz o elemento que transforma
Toda dor, desatinos e mágoas de outroras
Transmuta a chama do calvário em pétalas amorosas
Renasce as cinzas do olhar que encanta
Clama aos quatros ventos sua força
Que apazigua os ânimos e leva as tempestades
Pensamentos voam em lumiares de canduras
Abrem-se os portais das verdades ocultas
Uma chuva translúcida dá vida a terra seca
O sagrado coração de Gaya pulsa em orbes de compaixão
Magia que habita o âmago do ser, candelabro de emoção
Que revela os véus dos mistérios do sagrado feminino
Por Leovany Octaviano
Em 15/06/2022
Código do texto: T7538480
É pouco para mim
É pouco para mim
Seu abraço apertado no fim de uma noite
Sua mensagem de Bom dia com beijinhos de coração
É pouco para mim
Esse limite de olhares
Essa distância que se alonga conforme o tempo passa
É pouco para mim
Não me apaixonar
Logo eu que desejo tanto esta sensação
É pouco para mim
Não entrar vasculhando sua vida
Tomando conta de todos os nossos momentos
Programando o nosso romance
Ah!
É pouco para mim
Eu prefiro não me envolver mais
É pouco para mim
Quando eu necessito sentir o vento no rosto
Ouvir a música na alma
Dançar de olhos fechados
Correr na chuva
Gritar aos quatro cantos
Ou apenas olhar para a lua
Ah!
É pouco para mim
A sua companhia vez ou outra
Eu prefiro viver só!
A NOITE
Fica de sobreaviso: a lua é uma referência, mas toda a nostalgia, as desilusões, todas as agruras, todas as tristezas então se acentuam; mas especificamente pode não ser essa coisa física, essa metáfora vai muito além de um céu estrelado, penumbra e todas as características que envolvem a noite.
Genilse carrega um saco nas costas; garrafas pet e latinhas, atravessa; a praça e diante da torre do relógio, para e constata meia noite; diante da igreja se benze como se ainda atendesse aqueles temores cristãos que um dia lhe foram ensinados; naquela selva, "amai-vos uns aos outros" parecia algo impossível de se praticar. Ali entre os galhos do velho oitizeiro guardava um colchonete e uns molambos com os quais se cobria; "morava" sob uma marquise onde durante o dia funciona um restaurante, onde sempre lhe sobrava um resto de comida que lhe era entregue por um velho cozinheiro; ali, de uma forma ou de outra ela funcionava como uma espécie de vigia, num momento em que o ser humano perde suas referencias de ser humano e o único laço que os uni é o medo. passará pela cabeça de alguns, ou de muitos, naquele momento crucial do último suspiro em que pensarão; "até que enfim, o
fim dessa eternidade, enfim a morte". temor, pânico e ansiedade é o preço para esse alívio, essa é a noite subjetiva de cada um; a droga é o elo, por paradoxal que possa parecer, a tornar naquele espaço, harmoniosa e suportável psicologicamente essa pressão.
Uma criança correndo em suas lembranças, muitos abraços, beijos, muitos momentos de paz; uma referencia que se perde quase imperceptivelmente e assim se vão o zelo, o cuidado, o carinho, a palavra doce; tudo isso é parte do lado iluminado da vida, o que não é iluminado é penumbra; e quem saberá lidar com suas armadilhas. Genilse tinha uma luz no fim do túnel, naquele momento raríssimo de privacidade, quando estendia seu colchonete, depois de uma breve oração, tirava de uma velha carteira, uma foto três por quatro de uma criança com a pureza dos seus primeiros anos; seu sorriso era um farol iluminando toda aquela noite densa que era sua vida. Era fato corriqueiro e naquela noite era o corpo de Genilse morto; ao seu lado, uma marmita com restos de comida, migalhas pelo chão e uma foto três por quatro de tudo o que era referência de luz. muitos olhavam enquanto o IML fazia o seu trabalho... Genilse vivia imaginando aquela cena de tanto vê-la acontecendo com os outros; imaginara aquela cena, aquilo jamais acontecera, não consigo. Vira muitos morrendo por uma marmita, um pedaço de pão, por qualquer discussão fútil e banal. Naquela noite discutira com outra garota por espaço, pela marmita, acabara dividindo-a mas então decidiu: pegaria o corujão que lhe levaria de volta à Vila Norma; e assim o fez. Três anos depois voltara à praça, agora a passeio com Maria Eugênia, a filha, criada pela avó, agora com sete anos; acenou para alguns entrou na Igreja, rezou e pediu forças aquele ser superior que certamente lhe salvou de muitas mazelas; foi até o restaurante comeu um sanduíche com a filha, agradeceu ao velho cozinheiro e saiu, olhou o velho oitizeiro que ainda guardava alguns colchonetes; anoitecia, mas não havia mais aquela sensação de medo; depois de todas as noites agora tinha uma única certeza; pra quem tem um sinal de luz e acena pra esse sinal, haverá sempre manhãs ensolaradas.
Percorri desertos e mares
Montanhas e vendavais
Céus e infernos
Dia e noite
Corri, caminhei, Rastejei
Cavalguei, Andei, Voei
Falei, chorei, gritei
Berrei, implorei, rezei
Olhei o céu, e rezei
Olhei para o inferno e rezei
Chamei Deus até chorar de soluçar
Chamei Lucifer até ficar rouca
Não havia caminhos para mim,
Não havia lugares
Não havia dor ou amor
Sentimento ou rancor
Mágoas ou qualquer coisa que pudesse me ajudar
Estava mais uma vez
Eu e a escuridão
A solidão e eu
Estava em um coma tão profundo e ardente, Que só havia eu morrendo,
E meu desespero, sem mais alguém.
-Nayara Rosa
O ROSTO NA NOITE
(03.02.2019).
Minhas lembranças são a noite,
Quando os sentimentos se revelam,
E o coração emite o som do mar,
Os olhos se enchem de luzes.
É a alegria de pensar na alma!
Ao mesmo tempo, vou escrevendo...
Vivendo a história de todas as sílabas,
Dos quais vão se tornando flores.
Oh, doce e meiga Rainha!
Talvez princesa da Grécia antiga,
Que nunca deixou de habitar minhas memorias,
Assim, me reveste com uma veste.
Uma túnica mais branca que lençóis,
No qual preservam a essência do poeta.
Não durmo de imediato,
Por ver o rosto, e ele me faz adormecer.
Preocupação e ansiedade lhe visitaram?
Calma, não desanime!
Eu sei, a noite chegou e mais uma vez você ficou sem a tão esperada resposta né?
Não estranhe, não se desanime! Ainda existe o amanhã lembra?
Agora, um conselho?
Atente-se para este momento que você está passando, lhe garanto que é impossivel você ser a mesma pessoa.
Você fica melhor a cada dia que passa, mais forte, mais humilde, mais consciente. Acredite!
Não perca sua esperança!
Deus é bom e sua bondade dura para sempre!
Orando por você agora!
Mais uma vez o dia nasceu
e o sol na janela me dizia:
Não vês que a noite morreu?
Levanta e vem saudar o dia!
Pra quê levantar, se não tenho ela?
Se em mim é noite por dentro e por fora?
Me deixa, sol, sai da minha janela!
Me deixa no escuro, fecha a janela e vai embora!
Ela é dela
Delira sobre o próprio sorriso
Se incendeia na noite
Ilumina a treva
Ela é som de mar calmo no meio da noite
Com o inicio de chuva forte no outro dia cedinho
É amanhecer que se perde atrás da imensidão da linha infinita da vista do mar
Que por mais que nade na sua essência nunca irá desvendar.
PASSEAMOS
Passeamos pela noite afora,
tinhas os cabelos soltos em
uma brisa leve de outono.
Bem junto a mim caminhavas,
teu rosto de sonho, junto ao
meu encostastes.
Senti a suavidade da tua pele,
macia e quente.
Trocamos olhares, nossas mãos
se juntaram.
Ao teu ouvido, disse; te quero.
Coraste, mas nada fizestes,
mais junto a mim então, ficastes.
Rostos virados, um para o outro,
lábios que se procuram, e em um
beijo de amor, ficamos segundos
unidos, abraçados.
Continuamos,sentido do amor o
efeito, que nunca passa, mas
prende.
Nos deixa um ao outro ligados,a
cada segundo, mais presos, mais
juntos,mais apaixonados.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista. R.J
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
É..😪😪😪
O tempo passa..o dia passa..a noite passa..as horas passam...
E nao temos tempo para criarmos lembranças de sorriso..de sentar a mesa contar estórias..piadas para ouvir e sentir o sorriso e o som da alegria de estar junto...o tempo passa..os dias passam e as horas passam...e a agenda lotada..de falta de tempo..de depois...de mediocridade..de rancor ..de odio..de uma raiva que nao é nossa..de assuntos que pode sim se preocupar mas nao é nosso ..e o tempo passa ..os dias passam e as horas passam...e quando a noite chega e o tempo passou ..nao temos as lembranças..de uma risada sem motivo..de um telefonema sem assunto so pra ouvir a voz ...o tempo passou...silencio doído da alma chegou e estava fora da agenda ..mas teve encaixe.. A lagrima quente ...da dor removendo no fundo uma lembrança que não tenho...a agenda lotada de assuntos não que eram meus...deixei de fora os momentos para relembrar..pra afagar..para olhar profundo sem assunto so pra guardar os trejeitos ...o bater dos labios quando poderia ter dito te amo...agora..o tempo passou..os dias passaram..as horas passaram ..a agend a pesada deixada pra depois...procurando o tempo que passou..chorar..chorar..relembrar...amar..se importar..e Deus nos ajudar pra daqui pra frente deixar a agenda com espaços para temos como criar lembranças..diga eu te amo..afague..ligue...sorria ...mas crie lembranças ..o tempo passa...
Enquanto o abraço da noite
Sorrateira chega novamente
E passam as horas vorazmente
Eu fito meus olhos nas estrelas
Enquanto cai o orvalho nas flores
Das lembranças tuas os labores
E nas saudades minhas os amores
Do ritmo mecânico das horas
Uma máquina e um coração
Imaginam qual a emoção
No teatro da vida o momento
Que no espinho do tempo a dor
Colhe como recompensa a flor
A sorte da espera um amor
Essas aguas silentes
Caindo deliciosamente
Impregnando minha noite
Com chuvisco vertical
Na vidraça abstrata
Escondendo a rua mística
De terra molhada
Com cheiro noturno
Na quietude deslumbrante
Que paralisa a presa
E arrebata a alma
São borbulhas passageiras
São nuvens que não se veem
São aguas que não voltam
Amor,
Que vontade de escutar sua voz
Fala pra mim essa noite
Tipo: “ você é tudo pra mim, mas do que eu sonhava”.
Você fez maldade com meu coração
Pode não, num guento não paixão
Imaginava que fosse
Que a noite seja para um bom descanso merecido
Para o trabalho duro que visa o futuro
Nessa ocasião de reclusão só pode trabalhar
Quem na sociedade tem verdadeiro valor
Prestar atenção no que importa pra nossa gente
Saúde meu senhor, ordem social, comida com certeza
Igrejas fechadas podemos fazer o próprio culto
Salão de belezas fechados podemos arrumar nossos cabelos
Clubes, bares, restaurantes, cinemas, boates, comércio fechado e na real ninguém morreu por isso
Concluo que para a sociedade interessa: saúde, justiça e alimentação.
Parabéns pra quem acredita que vale a pena lutar pela vida de quem não conhece
Médicos, policiais e produtores de comida, faça chuva ou faça sol, levantam-se dão o melhor de si pelo bem de gente, da gente, de todos, do povo.
Gente que vive e luta assim merece reconhecimento pelas atitudes que caracterizam virtudes. Sonhando e correndo atrás de um mundo mais digno e admirável. Salva de palmas com amor a esses que cuidam de todos com louvor.
Obrigada, por lutarem e não desistirem.
Cada um faça sua parte, ficar em casa, lavar as mãos e agora máscaras. Com informação e orientação a sociedade faz o que for preciso para o bem coletivo da nação. Quando o objetivo é o bem não existe sacrifício. Existe orgulho em ajudar a sociedade a ser melhor.