Morte de uma Filha
Tudo que eu penso advém de você!
Que mar inexorável é esse que só faz o caos?
Onde devo me esconder do cheiro permeado na memória?
Achei que essa história seria uma visita de fim de tarde,
Mas inerente você disse ir embora quando ficou, na verdade.
Que som é esse que me atormenta quando te vejo?
E que hora é essa que me surpreende de tanto desejo?
Achei que, agora, você fosse de vez para fora daqui,
Mas, insistente você decidi ficar sem a sua permanência.
Que tom é esse que você usa para vingar dentro mim?
E que instência é essa que você mantem mesmo sem um fim?
Tudo que eu penso advém de você!
Sua visita de fim de tarde, sem qualquer aviso,
Decidiu ficar para o jantar.
Muitos dizem que é melhor um covarde vivo do que um herói morto. Mas eu prefiro morrer com honra e dignidade do que viver na desgraça...
UM PONTO
Tudo, aliás, é um ponto.
Um ponto incerto.
Um ponto sem nó.
Um ponto de interrogação.
Um nó atravessado.
Uma incerteza dentro da outra.
Uma exclamação.
A vida
A morte
Meu norte
Meu nada
Meu tudo
Verticalizado
Nas ruas desertas.
Assim, aliás, é o meu mundo,
Enigmatizado,
Energizado,
Sem uma pretensão,
Apenas uma razão
E uma loucura.
A sua partida deixou um vazio em minha alma, e uma dor insuportável em meu peito.
Todos os dias são nublados, e uma névoa envolve meu ser. Não existe luz, motivo ou razão que me tire deste torpor... O que faço sem você, meu amor?
(Des)amor
O que se faz quando o coração diz uma coisa e a mente te diz outra? É um misto de emoções repentinas que me causam náuseas e me entorpecem por inteira. A gente chega em casa e se sente sozinha, olha pros lados e não vê ninguém por quem vale a pena correr ou lutar. A vida se funda na hipótese de ter alguém pra compartilha-la, e é nessa mesma hipótese que ela se finda.
Se existe algo pior que a solidão, eu desconheço. Espero nunca merecer ter os méritos pra me adequar nos parâmetros necessários à quem precisa ter pena de si mesmo. Não tenho pena de mim, tenho pena dos outros, de todos os outros. Dessas meras criaturas que me rodeiam, tão cheias de si é tão vazias de todo o resto.
Thaylla Ferreira
Apocalipse...
Nada acontece,
Somente vejo o dia passar.
Nada acontece...
E der repente tudo se escurece!
Será o fim?
Não pode ser,
Todos os meus sonhos estão a perder,
se é esse o fim creio que irei enlouquecer!
Não posso assim morrer,
Sem contar o que tenho a dizer,
sem mostrar o amor que eu tento esconder...
O Apocalipse está a acontecer!
Sentimentos incontroláveis
O que irei fazer?
Tenho tanto a lhe dizer.
No ultimo segundo com você quero estar,
ao seu lado, a fim de sua beleza admirar.
Mas não pode assim terminar!
Ainda não consigo expressar,
Tudo que esta a me sufocar!
Mas vou tentar te provar,
Que mesmo com pouco tempo,
Irei te amar,
Com palavras não consigo me expressar
Mas com seu sorriso e meu olhar..
Todos virão,
Que mesmo com minha morte
Para todo sempre irei te amar....
O sangue quente no asfalto gelado
O corpo imóvel todo molhado
Os berros ecoam para todos os lados
Mas o silêncio é incontestável
Imponente e incontrolável
Assim como a certeza irrefutável
Que o humano tanto luta
Mas o fim é inevitável
A morte é certeira e passageira
E mais uma vez, levou uma vida inteira.
Certo dia um discípulo perguntou ao seu mestre:
- Mestre, perdi alguém que eu tanto amava. Estou triste, o que faço?
E o mestre então respondeu:
- Vocês viveram momentos que só vocês sabem o que significam. Lembrá-los é a própria vida em movimento.
Não foi por palavras que Jesus nos amou, muito menos pelo Seu silêncio.
Jesus nos ama pelo exemplo!
Pelos Seus atos, Ele nos fala de amor e nos revela o verdadeiro amor.
Ele morreu para nos mostrar o quanto o amor é mais forte do que a vida. Ele ressuscitou para nos mostrar que o amor supera a morte. E é este amor, ressuscitado em Jesus Cristo, que devemos nos espelhar, que devemos levar pra dentro de nós e disseminá-lo mundo afora. Amemos, então, além das palavras, além dos romances e paixões. Amemos através das ações: da caridade que fazemos ao próximo; do sorriso que plantamos nos olhos de quem está ao nosso lado; de coração pronto para solidarizar com as dores de quem sofre; dos abraços que damos proteção; das alegrias que partilhamos. Amemos não por termos a essência do amor e nem por sermos puro amor. Porque nenhum mortal consegue sê-lo. Mas, sobretudo, amemos por seguir o exemplo Dele e, por Ele, faz todo sentido em amar.
Gratidão, Jesus, por nos amar tanto assim!
...estou sempre achando seres humanos no que eles têm de melhor e de pior. Vejo sua feiúra e sua beleza, e me pergunto como uma mesma coisa pode ser as duas. Mas eles têm uma coisa que eu invejo. Que mais não seja, os humanos têm o bom senso de morrer.
A palavra Páscoa vem do hebraico, Pessach, que significa “passagem”. Os antigos hebreus foram os primeiros a comemorar a Páscoa. Para eles, historicamente, celebram a libertação do povo hebreu da escravidão do Egito. É com o sentido de libertação que, até hoje, os judeus celebram esta festa. A fé no Deus único que os tirou do Egito e os conduziu para a terra prometida ainda ressoa nas celebrações da pascoa judaica. Os cristãos também celebram a Páscoa. Foi no contexto pascal do Antigo Testamento que Jesus, ao celebrar sua Última Ceia antes de entregar Sua Vida por nós, instituiu a Eucaristia. Ele já anuncia a sua entrega e morte, com seu corpo dado e seu sangue derramado para a vida de muitos. Ela tem sentido por que o Senhor ressuscitou e está presente cada vez que nos reunimos em Seu nome.
É a principal festa do ano litúrgico cristão e a mais antiga, pois surgiu no início do cristianismo. Ainda que todos os domingos do ano sejam destinados, pelas igrejas cristãs no mundo, à celebração do mistério pascal, vida, morte e ressurreição de Jesus, o Cristo (o que na igreja católica é culminado na celebração da Eucaristia, nas missas), no Domingo de Páscoa esse acontecimento ganha um destaque festivo especial.
A Páscoa é uma data móvel que acontece anualmente entre os dias 22 de março e 25 de abril. Como no Hemisfério Norte esse período coincide com a chegada da Primavera, o Pessach, também, é a festa do início da colheita dos cereais e da chegada da nova estação. É comemorada no primeiro domingo após a lua cheia do equinócio de março, ponto da órbita da Terra em que se registra uma igual duração do dia e da noite. Para marcar a data da Páscoa segue-se o calendário lunar judaico e, por isso, em nosso calendário a data é móvel porque seguimos o calendário solar.
A nossa Páscoa é passagem da morte para a vida em Jesus Cristo, nosso Senhor, cabeça da Igreja, que nos libertou da tirania de Satanás e nos introduziu na verdadeira Pátria, o Reino dos Céus. A Páscoa é o grande momento do batismo dos novos cristãos; é uma noite batismal no decurso da qual os pecadores, mergulhados na água em que deveriam ter encontrado a morte, saíam da piscina batismal como novas criaturas. O cordeiro pascal que os israelitas compartilham num repasto sagrado, em ação de graças pela sua libertação passada, não era senão a figura do verdadeiro Cordeiro, cujo sangue nos redimiu e que tomamos como alimento na Eucaristia, sacramento da nossa redenção.
Páscoa é a passagem para a nova vida, baseada não em nossas forças, mas na fé em Jesus Cristo. A Páscoa deve acontecer em cada instante da vida do homem em busca da terra prometida. Nas leituras bíblicas deste tempo, a Palavra vai nos revelando o grande mistério pascal e nos introduzindo nas consequências do nova dia, para que, como ressuscitados, sejamos testemunhas d’Ele. Podemos dizer: anunciamos a ressurreição onde se vive o Novo Mandamento da Caridade.
“...não há diferença nenhuma entre cem homens e cem formigas, leva-se isso daqui para ali porque as forças não dão para mais, e depois vem outro homem que transportará a carga até a próxima formiga, até que, como de costume, tudo termina num buraco, no caso das formigas lugar de vida, no caso dos homens lugar de morte, como se vê não há diferença nenhuma.”
FAÇA AQUILO QUE RECEIA
Ralph Waldo Emerson, filósofo e poeta, disse: "Faça aquilo que você receia e a morte do medo será certa."
(Extraído do livro em PDF: O PODER DO SUBCONSCIENTE)
A gente perde tanto tempo com besteira, né? Odiando, tretando, provocando... Deveríamos lembrar mais vezes de que todo mundo vai morrer.
Acho que a consciência da finitude provoca tristeza, mas também gera humildade. E humildade, reconhecimento da sua própria finitude, gera a sabedoria de dar valor ao que merece valor.
Esta clareza desobstrui o coração! Desonera os ombros de fardos que não fazem sentido! É o caminho da alegria.
Um atestado de amor
Alguém disse: “Acerca de duas pessoas nunca refleti profundamente: é o atestado de meu amor por elas”.
(do livro em PDF: 100 aforismos sobre o amor e a morte )