Mensagens de Morte
Desconfiança!
Um despertar sob a observância.
Um calafrio numa manhã singela.
O agridoce sentimento entre os mundos.
Agonia!
Um olhar custoso junto à janela.
Um sentimento fúnebre lhe atormenta.
A consciência que algo próximo lhe espreita.
Desespero!
Um espectro das trevas à sua espera.
Será este o florescer de um olhar?
Surge a pergunta após gélido momento.
O estrondo!
Eis o soco na janela entreaberta.
Um tiro de canhão contorcendo o vento.
É o ceifador induzindo-o à morte.
Arrebatamento!
Um corpo incrédulo de movimentos.
Um socorro calado sob o frear do tempo.
O pesadelo vívido que transcende solidão.
Crepúsculo!
O romper das correntes e o cair no chão.
A esperança mística cria motivação.
Mas o amanhecer ainda gera inquietação.
Depois do susto, da dor, das lágrimas. Depois do ritual fúnebre, da missa de sétimo dia e do período de luto, esqueça o passado onde ele está, deixe de visitá-lo, de levar flores. Depois que se transforma em passado é impossível devolver-lhe a vida. Pare de reavivá-lo. Isso atrasa o seu crescimento, tanto como pessoa, quanto o espiritual.
O melhor do teu repouso é o sono, e tu mesmo o provocas muitas vezes; no entanto, temes intensamente a morte, que não é mais do que ele.Não mais do que sono.Dormir.Talvez sonhar...
Eu o amava
mas não podia adiar o nosso fim.
Ela me amava
mas não conseguiu evitar o fim.
Nos amávamos
porém a Morte nós trouxe o fim.
ESCREVO QUE AS CINZAS ❤
Escrevo que as cinzas do meu rosto
São feitas de letras, palavras escritas
Com os dedos de fogo numa melodia
Entre os lençóis de seda preta de lava
Mordo a escuridão num véu que me cobre
O rosto nas cinzas que voam na escuridão
Alma que a solidão tratou virar do avesso
Corro, fujo, entre as rimas de fúnebre
Sentimento meu, para não me afundar
Neste meu amordaçado sentir retalhado
Escrevo as palavras que o meu coração dita
Na poeira que as cinzas deixam na lareira
Resto de fogo, de luz, na sufocada escrita esta
Que corre nas veias, sangue numa prece muda
Muda de letras, palavras sentidas como um campo
De belas papolias que o vento tenta levar a dançar
Num lençol de letras escritas de momentos nossos
Onde o meu corpo pede o teu, num viril vendaval
De palavras, história de amor escrita num deleite mútuo
Nas cinzas que nos cobrem o corpo como fogo.
Através do comportamento, sabedoria, respeito e Deus, nós conseguimos passar pelo tempo, aos que ignoraram isso, o tempo sempre acaba antes
Como deslizar de pytanokopias sobre fervente e árido solo, eu experimentava as angústias e as dores de todas as animas gaollenses diante do inevitável beijo da morte
Trecho do livro 'Caçador de Sombras de Borboletas e Libélulas'
O que fazer, por mais que eu tente não consigo e sempre acabo falhando, finjo estar feliz mais nem sempre isso funciona, estou cansado de viver essa vida, essa vida insignificante, todas que um dia amei sumiram e a ultima que eu amei e ainda amo... Estou prestes a perde-la, depois de tanto que lutei, simplesmente estou morrendo na beira da praia, desistindo de tudo, mais qual o sentido disso tudo que esta acontecendo comigo?
O QUE EU FIZ?
Eu não sei mais acho que desisto!
Não quero mais sofrer, não quero decepcionar mais ninguém, não quero mais viver mais sempre algo acaba me prendendo aqui, mais chega eu desisto, qual e o motivo para viver depois de tantas decepções e ver a pessoa que você ama se casar com outro, não dá, perco noites por ela, planejo coisas, mais por mais que eu tente sempre da errado, não suporto mais, então me deixem partir, por favor!
Cada dia é um movimento que fazemos
no jogo da vida.E nunca sabemos quando jogamos a última partida.
O tempo é o nosso mais forte inimigo, pois nos mostra do nascimento no aprendizado da vida, em aceitar a morte que és a nossa única amiga.
Rejeitado, se fez maldito pelos
nossos pecados. Uma coroa
no rei dos Judeus foi cravada.
Seu sangue no madeiro
derramado, a última gota foi
o preço pago.
Seu amor transpassou a dor,
curou, libertou os cativos de seu
opressor, e agora nem a morte
nem a vida poderá nos separar
de tão grande e poderoso amor.
Foi na cruz do calvário que seu
coração foi esmagado pela traição
do povo amado, mas não existe
mágoa, existe amor, perdão,
renovação, vida eterna
conquistada pela graça e pela
redenção do autor da salvação.
CÓPIA ❤
Cópia de um morto
Nas pombas que desaparecem
Entre as borboletas a janela
Apenas um pouco de ousadia
Para chegar ao desassossego
Muito mais do que a vontade
Numa trovoada seca
De inferno no fogo
No morrer para lamber ar
Sem morto, sem cova
Onde espreitam mil diabos
Que embala o luto de erva podre
Três irmãos nos encontraram, Então resolveram brincar conosco.
Primeiro o destino nos uniu,
Depois o tempo nos distanciou,
E por fim a morte nos separou.
Agora me diga quem foi o irmão cruel?
Como eles usam me forçar a me despedir de você?
Como posso dizer adeus a algo que ainda esta dentro de mim?
Algo que faz parte de mim.
Todas as vezes que você voltou foi apenas pra ir embora de novo. Como algo que só nasce pra me ensinar o que é a morte, não houve vida entre os espaços, só a sensação incurável de que nunca aconteceu de verdade.“
Eu queria - eu juro! - acordar feliz, feliz, feliz, cheia de encanto pela vida.
Mas eu não sei, eu não sei, eu não sei o que anda acontecendo que eu nunca encontro a felicidade.
Tudo em mim seca, esborracha, esmigalha, apodrece, esfarela...
Eu queria tanto ver o sol amanhã...
Mas o sol não me diz mais nada!
O sol nem esquenta mais o frio que meu corpo sente...
Eu só queria saber onde é o fim... onde eu aperto o botão de pare!
Onde eu possa descer desse trem desgovernado que me joga pelos cantos de um corredor estreito, sujo, escuro, abafado e cujo destino é um barranco que nos joga no inferno.
Eu queria - juro! - mas pra quê?
Mell Glitter em "Mas pra quê?".
Desculpa, Vida, se não te dei valor!
Desculpa se fraquejei, se fui um fracasso no Viver!
Desculpa se não vi mais graça em ti, se todo o seu esforço em me mostrar o quanto e íncrível, falhou.
Desculpa se meu riso travou e minha alegria se perdeu em tristezas.
Desculpa se tudo em mim grita mas o silêncio é que fala mais alto.
Desculpa se não entendi seus recados de siga em frente, de vai dar certo, de você consegue...
Desculpa!
Eu não consegui!
Desculpa!
Mell Glitter em "Uma carta para a Vida!"
Desculpa se a minha tristeza preocupa.
A intenção não é essa.
É que tem dias que despenco do meu próprio abismo, num rasante, como uma única e infeliz tentativa de ser percebida.
Mas ninguém me entende, porque já não há mais nada pra se entender e eu não saberia explicar.
Desculpa ai...eu tbm fracasso às vezes...
Eu também beijo a lona, me esborracho, me esfarelo, me arregaço toda tentando se salvar de um pesadelo que nunca tem fim.
Mas não se preocupem...eu sou como os urubus que vivem de carniça. Me alimento todos os dias da minha própria infelicidade.
Isso sustenta a minha habilidade de sobrevivência quando tudo em mim é fome de vida!
Desculpa ai!
Mell Glitter em "Retratação!"