Memória

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⁠Lembranças: como é bom observar a chuva pela janela.

A chuva cai suavemente, desenhando linhas líquidas na janela. O aroma fresco que ela trás invade o ambiente, um cheiro de terra molhada que purificava e renovava o clima. Observar a chuva pela janela é um prazer simples, mas profundo de reflexão.

Cada gota que caí no chão parece lavar não só a terra, mas também a alma, trazendo uma sensação de paz e renovação.

Uma chuva boa, daquelas que podem durar o dia inteiro, ou ser apenas uma visita rápida pela manhã ou ao entardecer. Às vezes, ela vêm de madrugada, embalando o sono com seu som ritmado.

Mas o melhor mesmo é quando a chuva dura o dia todo, permitindo que a janela fique aberta, deixando o vento fresco entrar e trazendo consigo a melodia das gotas caindo.

Ver a chuva pela janela trás boas lembranças. Do tempo de saborear um chimarrão ou mate ao redor do fogo de chão, fogão a lenha ou da lareira, se fosse na varanda, melhor ainda. Conversar, prosear, tomando um chá ou saboreando uma sopa paraguaia ou um chipa, enquanto a chuva caía lá fora, era um prazer inigualável.

A chuva na janela faz o tempo passar devagarinho, lembrando dos tempos de criança, correndo na rua e brincando na chuva.

Observar a chuva pela janela faz bem para a alma. Um momento de introspecção, de memórias felizes, de um tempo em que a vida parecia mais simples.

A chuva caindo lá fora é um lembrete constante de que, mesmo nos dias mais cinzentos, existe beleza e serenidade a serem encontradas.

E assim, a chuva pela janela se torna um espetáculo silencioso, mas profundamente reconfortante.

Inserida por yhuldsbueno

Lápide

Quem você procura, por que veio?
Ele não está aqui, não existe mais.
Apenas seus restos mortais,
Símbolo da fragilidade da vida,
Que é uma dádiva, mas se esvazia,
Como um jarro d’água ao regar uma planta,
Entrega o sabor da vida, mas se esvazia.

Quem você procura, não está aqui,
Somente em sua memória ele vive,
Cada gesto, cada olhar,
A palavra que ecoa como o vento nas árvores,
Produzindo sons que se perdem no tempo.

Quem você procura, não está aqui,
Mas em outra vida, no passado,
Nos ecos das histórias que deixou,
Marcadas em suas lembranças.

Quem você procura, não está aqui,
Mas em você, todos os dias,
Ao dormir e ao levantar,
Ele estará presente.

Ele estará sempre vivo enquanto você se lembrar que ele não esta mais aqui.

Inserida por yhuldsbueno

⁠Você me fala através das músicas, das lembranças, das ocasiões e dos lugares que minha cabeça elegeu

Por isso, decido liberar tua voz dos meus domínios e evito andar por certos lugares, me obrigando á distração em certos momentos marcados com a tua presença

Mas a vida já não se chamará vida no dia em que acatar nossas decisões sem nenhuma objeção, sem nenhum trocadilho barato nas estrelinhas

Por isso, encurralado te escuto nas praças, nas rádios dos carros, nos lugares em que a rotina força a minha presença, na fisionomia dos teus amigos vadiando pela cidade, na voz de algum cantor barato, nos assuntos alheios...

Em quase tudo.

Inserida por KaioLucass

⁠Um oceano de oportunidades de vencer a insegurança, a sabedoria de quem se aproxima da conquista de algo maior, aquilo que sempre relembramos como a memória do amanhã.

Inserida por sitiodasfrases

⁠Você conseguiria memorizar uma pessoa como a letra de uma música? Você conseguiria absorver cada pedacinho dela para sempre? Por onde você começaria?

Inserida por pensador

Era doloroso lembrar dele, mas a ideia de esquecê-lo era ainda pior.

Inserida por pensador

Na minha experiência, o passado sempre tem uma maneira de retornar. Aqueles que não aprendem, ou não conseguem se lembrar dele, estão condenados a repeti-lo.

Inserida por pensador

⁠Como fica a frase : ERRAR É HUMANO, em tempos de INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL?

Inserida por luispensante

⁠Os cargos são sombras, breves e fugazes,
Títulos, meros ecos que o tempo desfaz.
A posição social, uma máscara que desbota,
Mas a essência do ser, essa sempre ressoa.

No trato com os outros, revela-se nosso brasão,
Nos gestos de gentileza, no olhar que não engana,
Ali jaz o legado, verdadeiro e sem fim,
O que realmente importa, o que fica de mim.

Vaidade é o vento, que tudo leva sem pesar,
Cargos e títulos, ilusões a se dissipar.
Mas a essência do ser, essa sim vai perdurar,
Na memória de quem tocamos, o legado a se eternizar.

⁠Banhado pela nautreza, águas transparentes, grandiosas, desfrutando de uma renovação verdadeira, nascente de entusiasmo, uma sensação maravilhosa, que deixa o coração grato, que faz a inspiração ganhar forma, proporcionando um momento inestimável, daqueles que se guardam na memória.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠O maior legado que deixamos
após nossa passagem no
mundo é a historia
que escrevemos
na linha do
tempoda memória

Inserida por Barros-Silva

Quando você veio até mim, espontaneamente,
Oferecendo-me na infância sorrisos inocentes,
Bolas de beijos roubados, bijuterias de amores
Emprestados, trocas de palavras secretas e me
Acenando para salas antigas, aí ficaram minhas
Memórias ofuscadas, no decorrer dos meus dias.

Inserida por rockfellerfo

⁠Esquecemos do que queríamos recordar e recordamos o que queríamos esquecer.

Inserida por pensador

⁠Nostalgia é basicamente a capacidade de esquecer as coisas que eram ruins.

Inserida por pensador

O túnel do tempo é um enorme vazio
Tuas queixas o som da queda
Mas você olha pro alto e vê uma plataforma qualquer que dizem ser um lugar aprazível
Dizem ser ali o reino do amor
Esta logo ali um pouco acima do seu mergulho
Esta logo ali na cápsula mais vistosa dos seus ideais
A vida segue em outro lugar
Sempre em outro lugar

Inserida por Malbersu0412

Memórias são como lobos. Não se pode encarcerá-las e esperar que deixem você em paz.

Inserida por pensador

⁠As pessoas que não passaram por nada adoram contar histórias, enquanto as que passaram por muita coisa de repente não têm mais histórias para contar.

Inserida por pensador

⁠Novamente corrompido pela abstinência daqueles momentos. Novamente inebriado pelo velho e precoce estímulo jovem. Novamente velho.

Inserida por trezzzes

⁠⁠Os buracos do asfalto que eu passo, me lembram as decepções que eu chamei de amor. Dentro deles, esfarela a poeira daquilo que um dia nutriu vida. Terra. Íngreme de viver.

Inserida por trezzzes

⁠Afastei a gata,
Reposicionei o tapete,
Afofei as almofadas e deitei na rede.
Seu balanço me levou ao meu:

Ando temendo sentir ou de tanto sentir passei a temer?

O balanço parou , omeu também.
Achei que não tinha entendido nada e nem sentido nada também.
Trouxe de volta a gata e a reposicionei ali, no lugar de origem.
Ela não quis mais, saiu. Foi deitar lá na almofada que eu afofei.

E então eu entendi:
Depois que o formato ou composição é alterado,
as coisas nunca mais voltam a ser como eram, se ressignificam.
Existe sim o temor, mas a gente busca um outro lugar, outro formato e
outro desconhecido pra sentir de novo.
Aguei então as plantas.

Me veio o cheiro do quintal de vó. Passei um café pra acolher tudo aquilo, que eu voltei a sentir depois do cheiro do quintal da minha vó.
Olhando pro nada e sentindo tudo, tomei meu café imaginando os estalos e o cheiro da lenha queimando no forno, se preparando pra receber as fornadas de biscoito e pão que ela fazia.
Não era imaginação. De fato o cigarro aceso tinha caído no tapete, levantando fumaça e deixando nele a marca do dia, em que eu voltei a sentir.

Inserida por trezzzes