Jean la bruyère
Amor, um sentimento que todos pensam ter e metade pensa errado. amar alguém, é amá-la profundamente de corpo e alma, é amar a sua forma de ser, a sua essência. Um sentimento destes nunca desvanece de um momento para o outro e vai-se adquirindo a cada momento com essa pessoa.
“Não! Não vou ir mais à sua alcova. Há de haver o dia em que te terei por inteira. Lá vem você... vem vindo sorrateira a me torturar. Hão de existir, ainda que episodicamente, ocasiões nas quais me tornarei teu. Não apenas de parcela de mim, mas de um modo pleno. E constante. E para sempre.”
“Eu não quero mais distrações, barulhos e interferências do mundo lá fora. Chega de imagens do passado iluminando minhas telas digitais e embaçando o nosso olhar para o futuro. Chega de tropeços com o chinelo quebrado da insegurança, chega de desmantelo quando vem o inevitável medo da perda. Chega de pensamentos mórbidos, quando o que há ao redor, na verdade, são estradas vivas e todas nos levarão a qualquer paraíso. Chega de fronteiras, pedágios colocados no lugar errado e paranóias surreais. Eu prometi, no altar do teu olhar, construir um amor tranquilo, de presença mesmo na distância; paciência com os enganos individuais, acerto de caminho com enganos de nós dois.
Eu prometi para você e para a vida um amor aberto a negociações.Venha aqui, olhe comigo no espelho, me abrace e olhe! Veja nós dois, veja o nosso reflexo, veja as nossas vidas unidas e emolduradas pelo nosso desejo de ir em frente. Brilham! Nossos olhos brilham! Je f’rai un domain ou l’amour sera roi ou l’amour sera loi ou tu sera reine! Eu não quero um amor frágil e somente romântico. Eu quero um amor guerreiro, resistente, bruto, couros grossos, matador de desespero, de ansiedade, de traumas gladiadores! Eu não quero um amor feito de literatura, de antropologia, de poemas e problemas que todo amor tem! Mudar, tirar do lugar, se livrar dos medos! Vamos negociar… Venha comigo! Eu quero um amor feito de nós! Combinado?”
Chora, menina! Chora, mas chora bem rapidinho e enxuga logo esses olhos, há muitos sorrisos lá fora esperando para brilhar na tua boca.
O inferno que é te esquecer
Mais um dia raiou. Não é um dia bonito. Está nublado lá fora, frio, o sol se escondeu.
No meu coração, o clima é o mesmo. Estou aqui, brigando comigo para silenciar você em mim.
A esperança é teimosa. Às vezes ela deixa suas fagulhas onde não deveria. Olho em volta e há inúmeras razões que provam que definitavemente você não vai voltar.
Não seria mais fácil se agarrar aos fatos? Sim, porém, é massacrante enfrentar a agonia da sua ausência.
Por que não rompe o silêncio? Eu tentei romper, contudo você me mostrou que sua lealdade não estava comigo.
Quando eu mais precisei, você esteve ausente. Suas palavras de amor não tinham profundidade.
Eu tomaria outro caminho se tivesse escolha, mas tudo o que me resta é enfrentar o inferno que é te esquecer.
Há sempre um alguém que quer tirar a sua paz, mas há sempre outro alguém querendo trazê-la de volta.
O problema da mentira é que nos convencemos de que não é errado contá-la quando o intuito é proteger quem amamos.
Maldito o homem que retira uma rosa da mão do jardineiro fazendo lhe promessas de cuidá-la e protege-la, passados alguns dias a possui sem defesa.
Maldito o homem que faz promessas ao jardineiro de não ferir a rosa, não magoá-la, porém respeitá-la, até que a morte os separe, passados alguns meses, pisa como se pisa uva num lagar.
Maldito o homem que não rega sua rosa com carinho e amor, misericórdia e compreensão, porém aflige com palavras que destrói a alma.
Maldito o homem que despreza a sua rosa e vai em busca de outro jardim, para obter uma outra rosa, pois não foi capaz de cuida de sua própria rosa a qual lhe foi confiada.
Maldito o homem que fez promessas que cuidaria de sua rosa como cuidasse de sua própria vida, porém xinga, humilha, decepciona se achando possuidor da possuída.
Quantas rosas choram escondidas, sofrem a solidão, murcham a beleza exterior e interior, perdem a esperança.
Quanta que tentam juntar sua pétalas arrancadas pelo furor das agressões físicas e mentais e tentam se reerguer das decepções dos flagelos.
Rosas que choram, que se iludem fáceis, que riem choram, que amam odeiam, que confiam desconfiam, que têm esperança desesperançada.
Esperando um dia voltar a ser uma rosa coberta de cuidados e carinhos como antes. Marcas que ficam, cicatrizes que marcam a solidão de não serem ouvidas.
Se você viver a vida em modo em que já não esteja pensando, não há sentido vivê-la. Faça coisas fora do monótono e satisfeito estará.
Ah, Sei lá! Como eu posso começar?
Eu não gosto de ter que me explicar
porque eu não vou saber o que falar
e é muito ruim não saber como se expressar.
E mesmo se eu tentasse,
o que eles dizem?
O que eles dizem quando eu choro de barriga cheia, e
Quando eu grito e faço meu drama?
Ah! mas se eles ao menos soubessem
que mesmo se eu quisesse…
Se eles compreendessem
e se alguém viesse,
Eu não estaria me sentindo assim, de certa forma.
A dor que sinto aqui dentro é tanta, mas tanta que não consigo senti-la, que loucura estou anestesiada em choque com uma dor rasgando no peito, querendo ir a um lugar sem julgamentos e gritar pra extravasar, quem sabe amenizar isso tudo aqui.
Onde foi que me perdi ? Em que caminho me deixei perder ? Quando foi que tudo começou? Onde estou ? Onde irei parar ?